quinta-feira, 2 de junho de 2011

Compartilhando conhecimentos e medos


Contribuir com o ensino de futuros jornalistas e assim tentar melhorar a qualidade daqueles que vão comunicar mais tarde. Foi com esse intuito que estive na quarta-feira fazendo uma palestra na Faculdade Integrada Tiradentes (Fits). Compartilhei a bancada com duas colegas de profissão da mais alta estirpe: Jamylle Bezerra e Renata Pais.

Aceitei de bate pronto o convite dos alunos e fui! Ao chegar no auditório, senti-me como na Ufal do início dos anos 2000. Olhei para a animação e ansiedade de cada um ao organizar um evento como tal. Convocar profissionais para falar sobre o mercado não é fácil. Em meus tempos de academia fiz alguns eventos do gênero e sei a carga de responsabilidade que eles aplicam nessa empreitada.

No púlpito, comecei a falar sobre a vida de jornalista, os amores, as decepções, as aflições, armadilhas e os caminhos que temos que percorrer diariamente. Encontrei no rosto de cada um deles um brilho que deveríamos ter diariamente. A vontade de aprender, conhecer e descobrir. A humildade em não ter o medo, vergonha ou acanhamento de perguntar.

Senti naquele auditório a mesma boa vibração que recebia na boa e velha Ufal. Os sonhos ainda vivos, reluzentes e fortes como a certeza de um dia realizá-los. Lógico que não tive a pretensão de jogar aquela água fria nos alunos, jamais. Existem lições que temos que aprender ali na hora, na labuta, vivendo. Entretanto, o que senti me deixou confortável e otimista. A cada geração que chegue no mercado, por favor...traga a ingenuidade, o fôlego, os sonhos, a disposição, a força, e tudo aqui que precisamos no dia a dia.

5 comentários:

  1. Já disse e repito: sua palestra foi jóia demais. Queria ter visto uma dessas assim que fiz o 5º período. haha Parabéns! :)

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  2. É muito frustrante quando precisamos permitir que a aspereza da realidade ofusque, chegando a repelir, a prática que consideramos ideal em nossa profissão - o que na atual conjuntura é um trabalho hercúleo executado por liliputianos. Espero que seus jovens ouvintes carreguem esse brilho por muito tempo.

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  3. Brigado, Mony... muito obrigado mesmo!

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