sábado, 28 de novembro de 2009

Hoje é dia de festa

Hoje é dia do Prêmio Banco do Brasil de Jornalismo. É a festa mais esperada do ano para os comunicadores alagoanos. Os melhores trabalhos do ano são premiados em diversas categorias.

Particularmente é quando encontro com colegas profissionais que encontramos apenas por telefone, e-mails, msn, ou cobrindo pautas. Claro, não pode ficar de fora aquela velha fofoca: vagas de trabalho, oportunidades, trabalhos legais, quem tá atuando, quem não está. Enfim, as novas do panorama jornalístico local.

Depois conto tudo por aqui!!!

Pé na estrada


Foi assim de repente. Decidimos pegar a estrada e ir até onde o combustível nos levasse. Com nada previsto fomos parar no Xingó Parque Hotel, no município de Canindé do São Francisco, em Sergipe. Eu sempre fui meio pragmático e previsível, porém Heverlane acabou me convencendo a mudar esse metodismo. Acabei gostando da ideia.
Eu então apresentei o Sertão alagoano à ela. Aquele calor, aquela imensidão amarela de aridez, nem tão calamitosa assim, pois a vegetação está verdejante devido a chuvas recentes. É um ambiente que me agrada, os açudes cheios, o gado comendo, e as crianças brincando em meio a estrada, enfim. Retrata os bons tempos do sertanejo.

Após quase quatro horas ao volante descansamos para conhecer nosso destino na região. Conhecemos o cânion do Rio São Francisco. Beleza igual só indo lá pra acreditar. Aquela imensidão de água, que abastece energeticamente o Nordeste fascina qualquer turista.
As formações rochosas esculpidas pelo tempo enchem nossos olhos de tamanha perfeição. Após uma hora de barco chegamos a Gruta do Talhado. O local recebe este nome devido aos detalhes que as rochas ganharam ao decorrer dos anos. “Parecem talhadas à mão”, diz o guia.

Huuuuuummmm, um mergulho no Rio da Integração Nacional faz qualquer um ficar com o gosto de quero mais e ninguém mais quer sair. Tanto é que pra gente sair da água foi problema. Fomos os últimos a embarcar. Mais uma vez testemunhamos o talento que a natureza tem em nos surpreender. Maravilhosa imensidão azul represada pelo homem é de fascinar a quem visita aquelas bandas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uma boa pedida


Em férias nossa cabeça fica voando e planejando terras e mares para navegar. Lembrei esta tarde de umas férias que passei em Natal. Minha primeira estada na capital potiguar foi em 1996, e em seguida retornei em 2002. A cidade é maravilhosa e tem seus problemas como qualquer outra capital brasileira. Besteira.
Lá temos pra visitar o maior cajueiro do mundo e as belíssimas praias como o Morro do Careca, Ponta Negra, Praia de Pipa, enfim. São excelentes praias, assim como as alagoanas, porém nenhuma que se compare pra ser honesto com as nossas.

Em especial fiquei apaixonado por Genipabu. É uma praia incomum. Suas dunas com areias brancas formando traços majestosos no chão. Andei à cavalo na praia, mas ainda há opção de buggys. Para quem quer sentir a areia entre os dedos, aconselho subir a pé as dunas. Auxiliados por uma corda, a subida é cansativa e os pequeninos grãos de areia, que ganham força pelo vento, doem bastante ao bater em nossas canelas.

O pôr do sol ao chegar ao topo das dunas é qualquer coisa de fenomenal e hipnotizante, e representa uma grande recompensa pelo esforço. De duna a dentro, nas lagoas que se formam, ainda tem o 'esqui bunda', onde os turistas sentados em um pedaço de madeira descem a duna e se espatifam na água. É bem legal. Vale ingresso.

A noite na cidade é outra atração. A comida é cara, como em todas as capitais praieiras do Nordeste. Até por que os turistas não conhecem os lugares que têm a comida mais gostosa e mais em conta. Fica pra próxima....quem sabe!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tempo pra mim


Tempo, tempo, tempo! Todo mundo precisa de um tempo, um hiato, um espaço para refletir, descansar, desligar. É vital e faz muito bem a saúde. Admito que sou um workholic inveterado, não consigo ficar sem pensar no trabalho. Olho pro lado, ando pelas ruas, e fico pensando em pautas, fotos, imagens. Dá até canseira. Mas calmaê, to me educando e me controlando, até por que estou em stand by até dezembro.

Os posts não vão terminar aqui, claro, é um vício salutar que não consigo me livrar. Escrever é status permanente de um jornalista. E não fujo à regra.

Aprendi com um jornalista medalhão que para você ter sossego mesmo nas férias é preciso se desligar de fato. Esquecer celular, televisão, rádio, internet, tudo. Sumir do mundo e voltar à idade da pedra.

Bem, seguir à risca tal apagão jornalístico é quase impossível hoje em dia, porém, vamos tentar.
E como diria uma colega minha: É hora do recreio!

É tempo de namorar, curtição, cerveja, sol, nada pra fazer, sombra, água de coco, tira gosto, praia, esporte, brindes à vida, telefones desligados, areia, vento na cara, piscina, estrada e fazer o que der na telha!!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Que nossa senhora ilumine o interior


Foto ilustrativa

Nesta segunda-feira, 23, minha querida Satuba festeja a sua santa padroeira Nossa Senhora da Guia. Foi realizada hoje também a tradicional procissão pelas ruas da cidade, infelizmente não pude participar. Estive me despedindo do meu povo do trabalho. Minhas férias estão à vista.

Mas voltando...como autêntico garoto do interior, sou eu e festa em interior. Fico como pinto no lixo. É minha casa, são os meus, todo mundo se conhece. É aquela festa. Ao chegar em Satuba fui dar um rolé pela praça central. Claro, tudo acontece ao redor da praçinha nas cidades dos cafundós do país, muito natural e muito legal.

Primeiro veio aquela sensação que nada mais é como antes. Ando pela praça e não conheço ninguém. São apenas aqueles pivetes que em meu tempo ainda usavam fralda ou brincavam de carrinho. A malícia não tinha chegado a eles. Tadinhos tão inocentes. Enfim...passando por essa melancolia triste que me mostra o peso do tempo, vejo pulando no castelinho de balão uma cena maravilhosa e muito divertida.

Vi minha sobrinha de quatro anos com um sorrisão estampado no rosto, pulando toda vida, nem aí pra mãe dela que angustiada a esperava na porta do brinquedo. Ela me remeteu a um tempo que era eu que estava ali dentro brincando. Bateu saudades. Putz, como era bom.

Dos amigos antigos da cidade, só as saudades ficaram. Todo casaram. Filhos e a idade vieram e nos afastaram. Os empregos e as oportunidades os chamaram para outros caminhos. Alguns trajetos difusos demais eliminando quase que totalmente a chance de se ver e matar as saudades.

O gosto de fel saudoso veio na boca. Engoli seco, mas meus olhos brilharam com tamanha felicidade da minha guria ali pulando no castelinho de balão inflável. O melhor do dia naqueles bons tempos era isso: brincar, esquecer da hora, suar, correr e pular. Espero que ela curta tanto quanto eu a sua infância.

Ainda bem que ela no interior desfruta de um clima extremamente propício à diversão. Que ela construa amizades sólidas, inesquecíveis e com elas faça um caminho doce e singelo, para assim como eu lembrar com nostalgia dos tempos legais das festas de casa.

Debater é bom, fazer é melhor ainda

Este fim de semana aconteceu em Maceió a Conferência Estadual de Comunicação. Agora me pergunte o que foi discutido. Sinceramente não sei. Confesso que não acompanhei os debates, muito menos os pontos de pauta. Mas pelo pouco que vi e acompanhei, nada me interessou, e creio que a grande maioria dos profissionais de jornalismo presentes, também não sentiram tesão com os aclamados discursos que exaltavam em sua totalidade o sexo dos anjos.

Gente, sinceramente, a cada fulano que se apossava do microfone ali ele falava o que bem entendia, mas em algumas vezes, nem o próprio ministrante sabia o que ele falava. Teve até participante que pegou o microfone para se declarar como homossexual. Pra se ver o nível de discussão que pairava no recinto.

Cansei de participar de debates homéricos nas bancas universitárias, congressos, fóruns país a fora, e nada sair do papel. Essas falácias caíram na descrença para mim. Falasse bastante, porém a execução é inócua. Ela não existe simplesmente.

Ainda enquanto estudante, percebi como o movimento estudantil faliu sua ideologia de grande cabeça pensante do país. Não posso pôr todo mundo num bolo acéfalo, mas uma enchurrada de universitário por aí só vai aos encontros e fóruns de debate em busca de maconha, farra e mulherada.

Falar até que eles falam, mas cumprir e executar...hum! Problema sério. E outra, para aproximar, não assustar a calourada, acolher os 'pelegos', enfim, tornar o movimento estudantil e suas demandas mais reais, é necessário que os questionamentos sejam mais concretos e plausíveis.

Assim, em meus tempos de acadêmico, a Universidade Federal Alagoas estava passando por uma séria crise, mais especificamente o bloco de Comunicação. O canal de Tv da Ufal foi usurpado, os equipamentos sucateados, as salas podres, enfim. O movimento estudantil deveria lutar mesmo era por melhores condições de estudo, algo mais local. Brigar com a reitoria, seja lá quem fosse.

O post descambou para o movimento estudantil por que a conferência tava lotada de estudantes, ainda iludidos com uma mudança de sistema de comunicação. Os mais experientes jornalistas ali presentes, não suportaram tanta utopia e se retiraram do espaço.

O recado que fica: tornar as demandas sociais mais próximas do cidadão. Não adianta questionar por que o céu é azul. Adianta falar, questionar, pensar e fazer.

Pô, teve gente que quase entrou no tapa por causa de uma passagem grátis para Brasília. É lá onde será a conferência nacional. Ai ai ai ai, com certeza a gana pela passagem não era para chegar no Planalto Central e brigar por sua ideologia.....tenho lá minhas dúvidas!!

domingo, 22 de novembro de 2009

Contra o comodismo

Muita gente deve ter ouvido da avó, da mãe, ou de alguém mais velho que o sonho da vida profissional é um concurso público. Sinal de uma vida de comodismo e equilíbrio, sonho de todo e o mundo. Será? Há anos um emprego público é idealizado como uma garantia de segurança financeira. Mesmo que o malandro, como é o que acontece na maioria das vezes, nem vá no trabalho, ou indo, nem dê lá importância no que faz ou por que está ali.

E que se dane o empreendedorismo e a iniciativa, o trabalho e a criatividade? Pra quê isso? Já ouvi muito isso de pessoas próximas a mim. Para elas o que vale é dinheiro no bolso, e ponto. Ridículo.

O camarada se mata pra estudar, e nem sabe na verdade nem pra quê. O famigerado vai e passa num concurso e num sabe nem o que vai fazer. É o caso que muitos agentes penitenciários que conheço. Fizeram um concurso e nem sabiam o que os esperavam, mais metade desistiu no meio do caminho, outros abandonaram o emprego, e os demais se entregaram à corrupção, aceitando suborno de presos. Isso quando eles não deixam os reeducandos fugirem....

Esse é um exemplo meio que tosco, mas representa uma realidade presente em Alagoas. Outro exemplo é o do Instituto Zumbi dos Palmares de Rádio e Televisão. Paralizado atualmente devido a erros de um edital de concurso mal feito e recheado de erros. Atualmente apenas os concursados estão atuando, de certo, correto e legal. A Procuradoria Regional do Trabalho exigiu a dispensa dos servidores contratados.

Até aí tudo bem. Porém, uma guerra interna impede o funcionamento dos demais serviços de rádio e Tv. A grande maioria dos concursados não se mobilizam para promover ideias ou iniciativas que engrandeçam suas funções ou promovam um trabalho melhor no dia a dia.

Não sou contra o serviço público concursado, sou a favor de um sistema que acompanhe o desempenho dos funcionários concursados ou não. Acompanhe e puna o comodismo e a falta de compromisso com o seu emprego, sua função.

Portanto, o recado é esse. Mas como o companheiro Lula adora presentear os companheiros com algumas vaguinhas na máquina pública, enchendo as tetas do Estado de novos filhotes....nossa senhora!!!!

Deus me perdoe...