terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aleluia, blogs, aleluia....


Jornalismo literário. É a moda! Nove entre dez 'focas' preferem apimentar um pouco mais seus textos jornalísticos. Cansados das fórmulas, perguntas básicas (quem, onde, quando, porquê?), e demais padrões das matérias escritas por meio do jornalismo burocrático e pragmático, essa nova geração vem com tudo para dar um ar mais apimentado as histórias que contamos diariamente.

Incorporar gírias, devidamente aspeadas, expressões, nuances descritivas, um modo mais leve de escrever, tudo isso deixa seu mensagem mais assimilativa, gostosa de ler e de fácil entendimento. Calma lá, não vamos fazer também do jornalismo uma experiência surreal e neocontemporânea. Nada parecido com a Semana de Arte Moderna de 1922. Longe disso.

O que percebo nessa garotada é querer deixar o jornalismo mais 'animado', seria essa a palavra? Não, creio. Seria um 'showjornalismo', ouvi essa expressão certa vez e não fui muito com a cara dela. A seriedade, o compromisso e seu dinamismo não podem ser abandonados. Até por que, são poucos que conseguem empregar tal ritmo e qualidade nos materiais publicados diariamente. E outra, pessoal, enfeitar demais deixa seu material um pouco enjoativo até. De certo, ele jamais será igual ao anterior, porém acredito que é um recurso que deve ser usado com parcimônia.

O jornalismo literário é o sonho de consumo nosso. Ter espaço e liberdade para escrever ao bel prazer. Hoje, escravizados pela dieta do espaço das caixas dos jornais e ditados pelo imediatismo da internet, nem podemos exercer esse gostoso dever de comunicar com arte, liberdade e harmonia. Acho que é por isso que inventaram os blogs. Aleluia...

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