quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sucesso é relativo


Assim diz o 59º segredo das pessoas de sucesso, do livro 100 Segredos das Pessoas de Sucesso, do psicólogo e cientista social, David Niven. A obra destaca características e atitudes de pessoas que, por exemplo, chegaram ao sucesso profissional aos 20 anos, e por tabela, outras que conseguiram seu primeiro milhão com 30.

Como todos nós sabemos, cada um tem seu objetivo na vida, sua meta, seu desejo de se dar bem. Nem sempre o sucesso se traduz em fama e dinheiro. O êxtase, seja ele, profissional, ou não, é diretamente ligado a nossa paz de espírito, nossa harmonia, nosso prazer em fazer o que gostamos.

Aí é quando fazemos aquela pergunta: no que fazemos, estamos nos saindo bem? Quando nos questionamos nesse sentido sempre pegamos um ponto de referência. Se nos comparamos com alguém que está a baixo de nós em termos de produtividade, qualidade, experiência, enfim, estamos bem na fita. Somos bem sucedidos.

Mas do outro lado, quando vemos colegas que alcançaram metas mais gloriosas, somos os fracassados. Nossa visão de sucesso depende disso, em quem nos baseamos? É tudo ponto de vista. A chave do sucesso é virarmos esse jogo à nosso favor.

A positividade e nossa altivez nos levam pra frente. Até quando desempregados devemos perceber o lado bom dessa decepção de estar fora do mercado. Novos horizontes, oportunidades inéditas, um novo caminho a seguir.

É como diz o tal David Niven, nossas referências têm um peso tão grande em nossa percepção de sucesso ou fracasso, quanto as nossas realizações. Por isso que acrescento mais a essa dica do estudioso Niven. Aliás, parafraseando o que ele mesmo diz, agora no primeiro segredo dos exitosos: A competência começa quando nos sentimos competentes.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Novo tempero

Feriado no meio da semana em Alagoas. Dia 16 de setembro é Emancipação Política de Alagoas. Data que os alagoanos festejam o desligamento do estado vizinho pernambucano. Aí já viu. Como é no meio de semana ninguém viaja. Todo mundo fica criando raízes em casa, ou lotando o shopping. Putz.....loucura, nossa senhora!!!

Hoje apenas aproveitei para exercitar meus dotes culinários. Fiz, claro com o apoio logístico de Heverlane, um camarão com um molho, noooooooooooooosssssssssssssaaaaaaaaaaaaaa! Acompanhado ainda de batata frita bem crocante, um arroz branco bem macio. Tempero legal, verdura, creme de leite! Maravilha.

Nada como um dia em casa para ensaiar nossos dotes. Experimente você também aprender algo de diferente e crie um novo hobby. Assim a gente fica até mais interessante para nosso parceiro. Tenta..

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O segundo na Trindade


Vi um vídeo na web onde Maria Bethânia declamava o Poema do Menino Jesus, de Fernando Pessoa. Que lindo, como se não bastasse a união terna entre a voz singular da cantora baiana, a graça do poeta português fascina, encanta e hipnotiza.

O poema conta como seria se o Menino Jesus tivesse fugido do Céu. Como seria isso nos dias de hoje? Prefiro ficar com as palavras de Pessoa. Onde descreve como seria o Prodígio na terra.

Andando, brincando, sorrindo como uma criança humana comum. Fazendo travessuras, aprendendo, e fazendo até proveito de seu pouco conhecimento celestial, onde o Menino Jesus, ao saber das mancadas da humanidade, iria rir daqueles que são líderes, reis, chefes. Ele iria gargalhar com tamanha burrice dos nossos líderes terrenos. E se entristecer com as mazelas humanas, guerras e fome.

Mas como Fernando Pessoa tão perfeitamente conta, deixa-nos com essas impressões utópicas. Pois caso o Menino Jesus em pessoa caísse entre nós, seria mais um garoto de rua. Um escorraçado, humilhado e sem esperança. De nada valeria seu passado de Filho de Deus.

O jovem Jesus seria mais um nas esquinas, sem futuro, sem caminho ou rumo. Para fugir da fome, ele iria se entregar à cola de sapateiro, em seguida, o fumo era fácil. O crack então seria ainda mais ligeiro, pois com o corpo frágil e debilitado pela subnutrição, logo morreria, e mais uma vez, o segundo na Trindade Divina, padeceria diante de nossos pecados.

Prefiro então ficar no panorama paradisíaco e sereno de Pessoa. Onde acolhemos o Prodígio, o tratamos como tal, pois o ser humano não deve diferenciar seus semelhantes. Devemos tratar, dar carinho, e fazer adormecer aqueles que precisam. Não o fazemos diariamente tal procedimento, enfim, é uma pena.

Mas de todo modo, podemos sonhar e dormir para realizar tal sonho. Acolher, contar histórias, dar descanso ao seu hóspede. Para que em retribuição, o Filho de Deus, onde quer que esteja, ou no Céu ou na Terra, acolha suas dores e possa fazer de nossos sonhos a realidade que possamos pegar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pedro II em Alagoas


Se tem um assunto que me instiga e me fascina, é história. E quando sentimos a história chegar perto de nós, é que nos transportamos para os tempos passados. Em outubro próximo completam-se 150 anos da visita do imperador Dom Pedro II ao baixo São Francisco alagoano.
Foi em outubro de 1859, que o intrépido imperador, já com 34 anos, navegou com a imperatriz Teresa Cristina. O jovem imperador passou por cidades como Penedo, Porto Real do Colégio, Piaçabuçu, São Braz, Traipu, Pão de Açúcar, Piranhas e Delmiro Gouveia.

O que se sabe é que Pedro II não lá puxou muito o seu intelectuo do pai, mas o espírito aventureiro sim. Segundinho, se assim podemos chamá-lo, viajou boa parte da viagem em lombo de burro. O imperador brasileiro relatou em seu diário de bordo todas as belezas naturais da região com uma riqueza de detalhes impressionante.
Ele ainda de próprio punho desenhou parte do relevo da calha do rio e das pequenas cabanas ribeirinhas, que futuramente dariam origem às cidades que hoje margeiam o São Francisco alagoano.

Toda essa riqueza de detalhes virou livro. "Viagens pelo Brasil - Bahia, Sergipe e Alagoas - 1859" foi organizado pelo professor Lourenço Lacombe (Título original data de 1959 - Diário de Viagem ao Norte do Brasil). Segundo o relato da obra, Dom Pedro II passou dez dias em terras alagoanas.

Até hoje existem registrados da passagem da comitiva imperial nas cidades de Penedo, Pão de Açúcar, Piranhas e Delmiro Gouveia. A descrição de detalhes é tão rica que chega a criar em nossa frente um quadro do cenário que ele presenciou. Muitas lendas também cercam essa visita. Como por exemplo, que ele deixara um herdeiro de uma aventura ligeira, e outra, que existe hoje na região de Traipu, um tipo de renda que leva o nome da imperatriz. Lendas, e lendas.

Em Pão de Açúcar, o monarca tupininquim pernoitou nos dias 17 e 22 de outubro de 1859. E em seu diário de viagem, depositado no Museu Imperial, Dom Pedro II tece elogios à vila: "A vista do Pão de Açúcar é bonita".

De forma objetiva, o imperador queria com essa viagem conhecer o povo ribeirinho de perto e ainda construir um linha férra na região para ligar o baixo e o médio São Francisco. Pedro II pretendia também incentivar as navegações no rio, principalmente as expedições de exploração para fomentar o desenvolvimento das localidades.
Na viagem, o casal imperial manifestou o gosto sempre destacado pela cultura e pela música. Hábitos esses não lá muito admirados por Pedro I. Comparo sempre ambos por serem tão diferentes em certos aspectos. O proclamador da independência era mimado, garanhão, irresponsável, bonachão como Dom João, mas articulador e astuto.

Por sua vez, Pedro II, desde jovem encontrou na política sua veia. Letrado e culto, muitos diziam que foi uns dos primeiros políticos com ideias republicanas. Sempre foi a frente de seu tempo. E seu gosto refinado por música boa foi posto à prova na viagem, quando em sua chegada em Penedo, o sacristão tocou horrivelmente, disse o imperador no livro, uma canção sacra, irritando-o.

Encerrando a viagem à Alagoas, em 8 de dezembro de 1859, Pedro II e Teresa Cristina admiram um hino, de autoria de Ildefonso de Paula Mesquita Cerqueira, cantado pelo então estudante Clarêncio Lucindo da Silva Jucá, acompanhado pela Banda Marcial do Corpo de Polícia. É a história presente aqui pertinho de nós alagoanos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Mal


Dia após dia vemos em jornais, televisão e demais meios de comunicação, o terror que está espalhado pelas ruas. Estudiosos ou não apontam a banalidade da violência como grande fator do caios social. Até por que não precisa ser um estudioso social para entender e saber como o mal ganha proporções assustadoras diariamente.

Assaltos, assassinatos, sequestros, crimes nefastos. É a banalidade do mal que toma conta da sociedade. Hoje passamos por um defunto na rua, olhamos, viramos os ‘beiços’ e seguimos nosso rumo. E como acontecem essas explosões de maldades?

Não há um motivo. Tem gente que mata em legítima defesa. Uma mulher que mata para não ser estuprada. Um homem que rouba para alimentar a faminta família. Até na Bíblia, Abraão ia matar seu filho à pedido de Deus. Até hoje fanáticos se explodem em nome de Alá.

Psicopatas estão travestidos de pseudointelectuais, professores, jornalistas, políticos, promotores, juristas, pessoas comuns. Basta um motivo, uma causa, um ‘on’ para acionar o instinto maléfico que há em cada um. Aquela história do anjinho e do diabinho um num ombro, outro no oposto.

O mal passa a ter justificativa, uma origem, um por quê. Todos nós temos o bem e o mal dentro de nós, mas o senso social não permite que o afloremos. Será que esse mal que vemos por aí nas ruas começou com a singela maça de Eva, começou então com a queda do anjo infiel? São perguntas demais, para pouquíssimas respostas.

Não é o diabo que nos faz odiar, matar, xingar, roubar, torturar os outros. Bem, os evangélicos dizem que são encostos, más influências, espíritos, que seja. Mas o dedo que aperta o gatilho para matar, o adulto que molesta, o assaltante que rouba, sãos esses impulsos humanos que devem ser condenados e punidos.

E passando pelo pressuposto que o mal está espalhado e disseminado de forma congênita na sociedade, Deus que é o seu oposto, está perdendo a jogada. Rezo diariamente para que essa realidade mude, pois quando Deus não existe, tudo é permitido. Acho que foi Dostoievsky que disse isso, enfim. Concordo com o cara.

Não podemos nos apegar ingenuamente nos dogmas clericais e dizer que ser bom basta. É necessário passar adiante, mas com punições exemplares aos diabinhos na terrenos, para isso existe a justiça mundana. A justiça divina tem o tempo dela, e age ao modo dela. E é esse medo, a espada da justiça dos homens e dos céus que o carinha deve temer.

Não é também suplantar o medo por si só, ele nos avisa. E como não queremos nada de ruim para nós - até os malvados não desejam as sombras – os exemplos para quem faz o mal devem ser disseminados. Ah, tem a impunidade, né. É mesmo vivemos no Brasil, que pena.

Mas tenho certeza, assim como a Terra é redonda, a punição chega. Ela vem a galope. Devagar, mas sempre chega. Um dia chega. Por que sem a punição o ser humano não enxerga o que é certo e errado. Sabemos hoje o que é certo, por que foram instituídas leis e regras de convivência social para respeitar nossos limites e dos outros.

Portanto, defenda-se do mal. Faça o bem. Reze, mas peça bastante proteção para não ser obrigado a usar o mal para se defender. Os horrores vemos todos os dias. Estão por aí. Clame por Deus, por que de fato eles não sabem o que fazem.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Marajá



Navegando na internet ontem, achei uma matéria super interessante. No site do Extra, do Rio de Janeiro, jornal popular do Grupo Globo, uma matéria me chamou a atenção. Em 1993, a extinta emissora de Televisão Manchate estava produzindo uma novela que abalaria a sociedade brasileira da época. O Marajá, de José Louzeiro, contaria de forma divertida e caricata a ascenção do então presidente Fernando Collor de Mello.

E como um exemplar caso de censura prévia, o ex-presidente mexeu os pauzinhos e impediu a exibição do folhetim poucas horas antes dele ir ao ar. Em seguida, misteriosamente, as fitas que continham as cenas das novela desapareceram da emissora. Mas o autor, José Louzeiro, está preparando um livro sobre os bastidores da trama e promete contar tudinho.

Segundo conta o autor, até o departamento comercial da extinta Manchete ajudou a boicotar a novela. Louzeiro diz que nem autores ou até mesmo o diretor Marcos Schetman(Caminho das Índias/ Globo 2009) foram consultados pela emissora.


Só para se ter uma ideia do que a trama poderia mostrar para todo o país, a chamada da novela era a cena de uma enfermeira levando numa bandeja de prata, supositórios com cocaína para o ex-presidente. Por aí já se sabe o que viria....uuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiii

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

La Cucaracha na Terra do Sol

Hoje venho aqui para contar uma história inusitada. Era setembro de 2002, e estava em Natal (RN). Participei de um Seminário de Jornalismo patrocinado pela Petrobras. Era minha segunda vez na capital potiguar ,e já conhecia um pouco o desenho da cidade e o povo acolhedor do Rio Grande do Norte.

Além de mim, um grupo de colegas, ainda estudantes de jornalismo, também participou do evento. E em uma das noites de folga fomos passear por Natal. Pegamos o van que tínhamos alugado em Maceió e fomos badalar. Infelizmente era um dia de semana, e poucas opções estavam disponíveis naquele momento, foi então que pedi pra parar o veículo, e perguntei a um taxista como chegar a um local legal pra se divertir. Ele deu a dica...

O camarada me indicou uma casa de shows em Ponta Negra, bairro onde estávamos hospedados. Foi então que achamos o local, muito distinto por sinal, um restaurante muito sofisticado. O nome era La Cucaracha, mas aparentava fechado também. Como cicerone desci novamente e perguntei a um leão de chácara na porta, ele disse que o movimento naquela noite era lá embaixo. Estranho!!!

Enfim, curiosos descemos algumas escadas, muitas escadas, e nos deparamos com uma porta negra enorme. Uns três grandões, que nem cabiam no terno que estavam vestidos organizavam o trânsito de bellíssimas mulheres e alguns marmanjos. A língua falada entre alguns não era o português, e as meninas da nossa delegação já assustadas, queriam conhecer o ambiente, para paquerar os gringos.

Um colega nosso até gritou e disse que queria desconto por ter levado meninas novas, as da nossa delegação....rsrsrsr, graças a Deus as meninas levaram na brincadeira. Ufa, conseguimos entrar.

Ao entrar no recinto, se percebia um local legal para se divertir. Nada de vulgar ou pernicioso. Só alguns estrangeiros dançando de modo engraçado. As moças eram comportadas e de alta linha, até que dois amigos nossos metidos a garanhões foram abordar uma loira de cintura fina e pernas longas.

Os camaradas voltaram com a cara estranha, pois a garota de nome Sílvia, deu seu preço na lata dos caras...R$ 80. "Só para dançar", disse a loira. Os dois estavam numa séria disputa. Enquanto isso as nossas companheiras se recolheram e foram embora. A disputa entre a dupla continuou, mas sem sucesso, pois um dos nossos tentou flertar com ela e esboçou uma aproximação de amostra grátis. Sem chance.

E eu nisso tudo? Eu fiquei tomando minha draft e dançando na pista. Fechei os olhos e começei a dançar o pancadão na pista. Bem, a noite foi muito divertida e valeu a pena as risadas. Isso rendeu até o nosso retorno pra Maceió, meus companheiros ainda fizeram uma festa ao estilo do La Cucaracha para arrecadar fundos para a formatura deles.

Eu não participei. Mas recomendo. Natal é linda, o seminário foi muito bom, aprendi bastante, mas um conselho, antes de perguntar aos taxistas por um local legal pra ir, por favor, saibam perguntar!!!! Evite constrangimentos divertidos como esses.