terça-feira, 30 de março de 2010

Aprendendo sempre

Diariamente recebemos dezenas de e-mails, e por vezes nem abrimos, ou pela pessoa que nos envia, ou por já conhecermos o conteúdo, porém, uma amiga minha me mandou um e-mail numa hora certa. Num sei se foi algum anjo que mandou ela me enviar, mas enfim, foi um recado legal.

"Ser feliz ou ter razão?" esse é o título do e-mail. Muitos de vocês já devem ter recebido tal e-mail que traz uma histórinha de um casal que ao ir a um jantar discute por achar que o caminho correto a seguir é o que um indica, e não o que o outro aponta.

O texto, como diversas mensagens de auto ajuda, nos faz pensar e medir o quanto perdemos tempo discutindo o sexo dos anjos. O quanto a gente discute quem está certo ou errado. O quanto procuramos culpados para apontar o dedo.

Discutimos, esbravejamos, falamos com mais firmeza, e não queremos ser duros, até quando pudemos sê-los, mas o terceiro recebe como ignorância e hostilidade. Tudo isso poderia ser resolvido, se mesmo estando com a razão, deixemos que os demais descubram o que é melhor. Você pode até já saber, mas não adianta discutir. Não vale a pena. Prefira a paz. Insista em ser feliz. Permita-se.

Olhe aí...

Só para provocar:

Fenaj decide pela sindicalização apenas de diplomados

Izabela Vasconcelos, de São Paulo (Comunique-se)

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manteve sua posição de que os sindicatos não devem filiar jornalistas sem graduação específica, em reunião com 28 dos 31 sindicatos da categoria, no último sábado (27/03), em Brasília.

“Decidimos manter os procedimentos anteriores a decisão do STF, de não filiar jornalistas sem diploma, mas sugerimos que os sindicatos deliberem amplamente com a categoria e tragam propostas que serão remetidas ao 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, em agosto, quando o martelo será batido”, explica o presidente da entidade, Sérgio Murillo de Andrade.

Os sindicatos de Santa Catarina e São Paulo optaram pela filiação de jornalistas sem diploma, mas terão que adotar a orientação dada pela Fenaj. O presidente da entidade catarinense, Rubens Lunge, informou que irá discutir com o conselho quais serão os procedimentos adotados após a orientação da Fenaj, pois já foram sindicalizados dez não-diplomados no estado.

O presidente do sindicato paulista, José Augusto Camargo, informou que continua defendendo a sindicalização de não-diplomados. "Vamos voltar a defender a filiação de jornalistas não-diplomados, mas continuar com as discussões".

Curioso


Lá pelas bandas do Sertão e Agreste do estado nos deparamos com instalações de hospedagens um tanto o quanto inusitadas. Em pousadas por aí já vi muita coisa interessante, divertidas até. Sofro com a falta de tomadas, isso é o mínimo. Para não dizer o colchão péssimo, ex-quartos de fumantes, são cúbiculos que aceitamos ficar pela necessidade de uma noite dormida.

É a necessidade exigida pelo ofício de gostar de viajar pelo mundão a fora. Nessa minha última passagem por Delmiro Gouveira, por exemplo, fiquei numa pousadinha até que aconchegante, mas inusitada. Bem, no alto Sertão de Alagoas, acomodações 5 estrelas estão descartadas, né gente. Aí era frescura demais.

Enfim, a própria recepcionista já tinha me avisado e a minha equipe que os quartos são simples. Tudo bem. Naquele momento estava querendo mesmo apenas uma cama e uma ducha. O mormaço e a estrada acabam com um e qualquer sinal de conforto já é válido.

Foi então que entrei no quarto. Tinha ar condicionado, caminha forrada, toalha (muitas nem tem), cômoda, duchinha, legal, mas dentro do quarto é que começamos a nos inteirar do ambiente. A televisão não pegava, o espaço entre sanitário e espaço pra tomar banho não existe. Até por que, se eu abrisse meus braços, acabava banheiro.

Mas de tudo isso, o que me chamou mais a atenção foi o tamanho do espelho que vi no banheiro. Não me contive, ri sozinho mesmo. Pra quê serve um espelho tão diminuto? Se pentear? Uma aventura, né.

Gente pera só. Nós que estamos na estrada estamos preparados pra tudo isso. Sabemos que as condições por aí, não as que temos em casa, concordo. Já rodei essa Alagoas toda, e algumas bimbocas por esse sertãozão e sei bem como é. É trabalho de hermitão mesmo, sem frescuras e sem exigências. O que vale mesmo nessas situações é uma caminha quentinha, um ar condicionado, um chuveiro legal e sono......muito sono. É difícil, mas tentamos para repor as energias e seguir viagem.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O camisa 10


Vai deixar saudades....

sábado, 27 de março de 2010

A paz em miniatura


Desde sempre sou fã da cultura oriental, e Deus é testemunha que peno tentando até seguir alguns ensinamentos da Terra do Sol Nascente. A paciência e a persistência são exemplos deles, porém, não tenho lá muito êxito em exercitar minha paciência; já a persistência é tampa, quando eu encasqueto com uma coisa....sai de baixo, só desisto quando consigo. Mas em particular tem um hábito oriental que me cativa: o bonsai.

Creio que não tinha muito contato com as pequenas árvores foi apresentados a elas na saga de Daniel San, nos filmes Karatê Kid, dos anos 80. O Bonsai nada mais é que uma árvore em uma bandeja. Na verdade, a cultura que envolve as diversas espécies de bonsais, é como cultivamos, tratamos, e assim perpetuamos uma vida que depende de nós.

É onde exercitamos nossa calma, paciência e assim nossa harmonia espiritual e corpórea procura um equilíbrio. A cada poda buscamos uma forma, e por meio de movimentos leves e calculados alcançamos a simplicidade de um viver pleno e harmônico. Exigindo a simetria em ramos, galhos, e brotos, que na cultura oriental diz que é na simplicidade que está a honra e a verdadeira beleza.

A arte chinesa surgiu a mais de 2 mil anos e se iniciou quando os chineses queriam ter em casa representações dos deuses das montanhas, que segundo eles, eram puros e eram sinais de elevação e harmonia com a natureza. Eram nas montanhas que os nativos acreditavam que os homens encontravam com os deuses. E assim com esse pensamento, que as pessoas queriam algo em suas residências que lembrassem o modo de viver das montanhas.

Tudo bem que os chineses inventaram, mas foram os japoneses que difundiram tal costume, tanto do ponto de vista artístico, pelas milhares de formas, assim como a religiosa também, onde os bonsais se tornaram marcas de paz e equilíbrio.

A miniatura de árvore se traduz num triângulo muito saudável para a nossa convivência: Deus - Homem - Terra. Esse trinômio faz bem a qualquer ambiente, e a dedicação ao seu cultivo serve como uma excelente terapia para a alma.

Presenteiem...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Bola mucha


Lamentável! Ontem a noite fiquei assistindo o jogo do Vasco contra o quase rebaixado Americano, pelo estadual do Rio. O que era aquilo meu Deus? Sinceramente, não consigo entender atleta profissional de futebol. Os caras treinam manhã e tarde, vivem disso, só fazem jogar bola, e não conseguem acertar um passe. O que se entende por passe? Passar, dar, fazer com que a bola chegue em seu colega de time. Simples, né. Muito básico, mas nem isso os 'profissionais' conseguiam fazer.

Chutões, desespero, não há um padrão de jogo, um esquema tático implantado. Wagner Mancini, técnico do Vasco da Gama, ou melhor, ex-técnico, pois foi demitido no vestiário, até que tentou aplicar um ritmo à equipe, porém, na minha humilde visão de torcedor e boleiro, o time é limitado.

O sistema defensivo do Gigante da Colina é lento, o meio de campo sem Phellipe Coutinho e Carlos Alberto é acéfalo. E o ataque então...Dodô se recuperando, os demais não sabem nem o que é um 'traço', um drible, parece até que engoliram uma vara, duros como varas. Enfim....

Sou vascaíno, porém sou acima de tudo amante do bom futebol, e o Vasco se não acordar, será mais uma vez rebaixado no Brasileirão.

Se aprume, rapaz...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Web nos cafundóis


Ainda como fruto das minhas andanças pelo interior alagoano, passei pelo município de Igaci e este casebre da foto chamou minha atenção. É uma lan house no meio do quase nada perto de lugar nenhum. Tudo bem, tudo bem, estamos em tempos de pulverização das novas tecnologias, e a zona rural dos grotões do país não estão ficando de fora das novas mídias.

Distante aproximadamente 99 km da capital, Maceió, Igaci tem pouco mais de 25 mil habitantes, porém a BR 316 corta a zona rural da cidade, onde encontramos o jovem Silvan. O empreendedor diz que seu estabelecimento vive lotado. Cada hora navegando nos computadores custa R$ 1 para os internautas igacienses.

Para mim a presença de uma lan house em tamanho fim de mundo, não é novidade. Na corrida estadual pelo Governo em 2006, percorri os 102 municípios alagoanos, e todos eles naquela época já dispunham de internet para o povão. Mesmo que em lugares como essas casas de aluguel de web, o interiorano já pode contar com o mundo da web.

Não que seja espanto, mas para o sertanejo essa telinha brilhante ainda é uma incógnita. Lembrei-me agora de um post de um amigo jornalista-blogueiro, Maikel Marques, que constatou sinal de wireless em pleno alto Sertão, no meio do completo nada.

E assim vamos desbravando nossa terrinha...