terça-feira, 10 de agosto de 2010

Flagras

Vamos começar uma série de fotinhas de nossos colegas da imprensa. Aqueles que no dia a dia fazem as fotos, os textos, enfim, produzem a mídia alagoana.

Petronio (Tribuna Independente) e sua simpatia de sempre


Flavinha(AL 24 Horas) em tempos de presídio


Luciana Buarque (Secom) já chegou pautada


Mirela (Assistência Social Estado) não perde flash (ou uma ligação!!!)


Flavinha Batista (IMA) de olho na notícia


Depois de um dia de pauta....encontramos uma lan house em Pirnhas, Sertão de Alagoas

Ana Paula (Educação estadual), a paisagem é lá, mulher....olha a pose


Geralmente o que ele fala, eu não gosto. Certamente, ele soltou outra pérola. Olha a minha cara
Desce daí, Lêdo (Gazeta de Alagoas)


Anota tudo Thais


Segura Thiago Sampaio (Secom e ALE), tua malhação é pra isso


Premiada Debinha...merece (Sec Desenvolvimento Econômico)


Em serviço, no Sertão. Mas ele fez uma força pra falar...

Depois tem mais.....

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Futebol


Bola pro mato que o jogo é de campeonato. Esse e outros jargões aprendemos no mundo futebolístico. E na várzea a enciclopédia da bola ganha novas expressões.“Incruza cruzando”(sic), “Vai, pô, se afóça”(sic). São algumas delas que cresci ouvindo nos cafundós de minha cidade (Satuba).

Este fim de semana, fui acompanhar o jogo semifinal do torneio municipal.O América, no auge de sua tradição de 61 anos de fundação e principal clube de Satuba, disputou a partida contra o Apolônia – time conhecido por produzir ‘atletas’ mais avantajados fisicamente, aqueles do tipo que matam um boi com uma mãozada na cabeça.

Já sabem, em jogo de várzea a técnica, por vezes, é superada pela vontade. Parecia mais São João, era balão que não acabava mais. O campo cheio de buraco e desnivelado dificultava a troca de pelo menos dois passes. Tadinha da bola.

Pra animar a tarde, o banderinha (assistente do árbitro) era um show a parte. A cada marcação de falta, escanteio, impedimento, enfim, o camarada judiava da bandeirinha em punho. A flâmula cortava o vento como um facão. Era uma vontade que ele abanava aquilo...pense. Muito cômico. Ele certamente se inspirou no folclórico juiz Margarida que animou os campos brasileiros nos anos 80 e 90. Espalhafatoso como ele só.

Pois bem, depois de muito sol e correria, a partida foi decidida nos pênaltis, e o goleiro do América, Wendel, garantiu o seu time na final.

No animado jogo, revi amigos, companheiros dos tempos de boleiro. Recordei os dias que perdia meus fins de semana para me dedicar ao esporte. Perdia é forte, né. Mas quis dizer que em fim de semana de jogo, não se bebia, não se dançava, não tinha nada. Era concentração total.

Na várzea, no interior, é preciso muito mais que talento para jogar. É ter raça, sangue, envolvimento. E este ano em especial, o América precisa do título como jamais precisou. Pois como se trata de uma agremiação familiar, o seu patriarca faleceu recentemente. Lula foi um dos ícones dos zagueiros inteligentes e cultos.

Seus filhos (Thiago, Felipe e Diogo)agora estão à frente dessa paixão familiar. Como americano que sou, além de amigo pessoal de Lula e dos meninos, torço por mais essa vitória.

Domingo tem mais.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Anjos


É fim de tarde. Começo de mais uma noite fria do inverno de Maceió. Sozinho na sala, em um breve intervalo do trabalho, começo a escutar canções - as preferidas lógico. Entre elas começo a curtir Angel, de Sarah Mclachlan - aos interessados, ela está na trilha sonora de Cidade dos Anjos.

A melodia não apenas acalma, tranquiliza a tensão, mas tenta fechar os olhos. Fecha. E escuta. Muitos podem ver mil coisas na escuridão dos olhos fechados. Sinto paz. Harmonia. Sossego.

Como se não bastasse, a canção tenta descrever a nossa insana busca por tranquilidade. Aquela sensação que só a voz da intérprete permite chegar, assim como as asas de um anjo. Ela tem razão. Esperamos sempre por uma segunda chance. Uma perdida e improvável oportunidade de corrigir erros passados, ou até mesmo os presentes.

E apenas nos braços desse bendito anjo, encontramos essa saída, o equilíbrio do dever cumprido e da decisão certa. As mentiras inventadas já não mais tem validade. Um sorriso singelo e simples desmascara tudo. É em vão, as inverdades não mais fazem efeito.

Nessa noite, nos braços de algum anjo, seja qual for, nos permitimos viajar e sentir um sentimento tomando nosso corpo. Uma leve sensação de segurança nos enche. Não deixe que essa paz vá embora. Jamais se negue a sentir tal prazer, pois apenas esse anjo é capaz de trazer isso pra perto de nós.

Se esse anjo se foi, ou você ainda não o conheceu, paciência. Ele vem. Mas se ele já foi....viva em lembranças. Feche os olhos....

Aumente o som


Todo mundo tem sua série de Tv preferida, pois bem. Acabei descobrindo uma série muito legal. Glee é uma série musical produzida pela Fox. Se é um genérico do High School Music não sei, mas que a série traz música de boa qualidade, traz sim.

Os clássicos da música americana estão sempre presentes nos episódios, cantados por alunos pouco populares nas badaladas escolas americanas. É bem clichê, né. Toda escola americana tem os ‘populares, bonitos e ricos’ e os ‘feios, desajeitados e excluídos’. Porém, Glee veio mesmo para subverter essa máxima yankee.

O legal da série são as versões que eles cantam a cada apresentação do coral da escola. Desde Laddy Gaga, Bom Jovi, Ment At Work, Beatles, a música pop está sempre presente no seriado. É imperdível.

Para a galera do canal aberto, a Rede Globo adquiriu os direitos de transmissão de Glee para o Brasil.E caso, sinta curiosidade....aumente o som e prepare-se!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Você quer isso para Alagoas?


Imagine se cada matéria que fosse vinculada na mídia, o governante ligasse para a redação do jornal, da Tv, da rádio, do site, onde for, e ameaçasse o profissional de comunicação?

Outra: tente recordar uma Alagoas onde os deputados (estaduais ou federais), gestores municipais, secretários, ou quem quer que tenha porte de um revólver e seja parente de fulano de tal, todos eles fossem os senhores da vida e da morte.

O discurso e o temperamento de alguns candidatos ao governo de Alagoas, assim como em suas chapas proporcionais, assustam. Muitos prometem a segurança, mas como seria alcançada ela? Com mais violência? Com arma, tiro, tapas na cara e ameaças?

Não sou nenhum especialista em segurança, mas creio que a paz não se consegue deste modo. O caminho do bem é construído com diálogo, estratégia, distribuição de renda, inteligência. Também não farei o papel da Regina Duarte, que em 2002,dizia na propaganda presidencial tucana, que tinha medo da ascensão petista ao planalto.

Aqui é diferente. O perigo é real e concreto, quase certo. Tente imaginar também um determinado deputado estadual envolvido com crimes de mando como secretário da Defesa Social? Alagoas voltaria a ser uma terra sem lei, onde a política e o humor dos políticos determinariam onde e como atuariam delegados e policiais.

Eu não quero crer que o alagoano de verdade deseje tal sonho para seu estado. Assim como vou em defesa dos alagoanos de bem que ficaram mais uma vez envergonhados com o papel vexatório do senador Fernando Collor.

Não compartilho com suas atitudes e destemperos. Assim como milhões de alagoanos, sinto-me envergonhados e temeroso com o que vem por aí nas eleições 2010.

Abram o olho alagoanos! Enquanto ainda é tempo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Tempos de foca


Aaaaaaaaaaahhhhhhhhh, o jornalismo! São diversas as emoções que pode nos proporcionar. Trabalhamos com a notícia, palavra, mas não há como não envolver sentimento e emoção. Tratamos com vidas. Gente em jogo.

O Profissão Repórter, da Rede Globo, exibido na última terça-feira (27), puxou de minha memória uma fase que guardo com muito carinho. Tempos de estagiário - quem nunca teve que atire a primeira pedra.

O início da vida de jornalista sempre é dureza pra qualquer profissional. O gelo do batismo de fogo é quebrado, ou melhor, derretido, no cotidiano. Dia a dia, o foquinha é lapidado. A cada pauta aprendemos os caminhos, lidamos com as mancadas. Os erros, os 'foras' nos ditam. Penamos pelo que perguntamos, ou na hora errada, ou quando denuncia que o foca tá mais perdido que cego em tiroteio. Ou até mesmo por orgulho, não perguntamos. Besta! Perde a matéria.

As dicas do experiente Caco Barcellos me fez lembrar de como o estagiário de Tv pena. Não que os demais também não padeçam desse mal. O problema é que os de Tv estão com a cara pra bater. Eles se expõem mais.

Foi na Tv que criei a coragem, a cara de pau, e paciência. Saber o que perguntar, na hora certa, como questionar, conduzir uma entrevista. É nessa fase que aprendemos (nem todos), como tirar de nossos entrevistados, para não dizer vítimas, o que nós queremos ouvir.

Outra! Não adianta dar uma de arauto da verdade e defensor ideológico do preto ou branco. Devemos ser políticos. Exercer a política da boa convivência. Você pode ser o petista mais xiita, mas por vezes poderá trabalhar para um tucano. Nunca se sabe.

Era enquanto estagiário que eu engolia o acanhamento, por ser um simples estagiário. Até por que quando o entrevistado sabia que você era um foca, ele já se contorcia e se achava desmerecido. Mesmo assim é necessário demonstrar firmeza e profissionalismo e dizer..."é agora!".

Perder o momento da imagem é fatal. O repórter de texto consegue meios de apurar e buscar a matéria em seguida, já a imagem não. Ela não volta. Por outro lado, o texto é um exercício de estratégia. Ver bem. Conhecer os personagens que estão em sua volta. Entender e ler, ler muito, muito mesmo. Só assim se consegue uma base para se escrever bem.

Foi o início. E foi bom demais...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como se faz uma campanha....


Pelas Terras dos Marechais a corrida eleitoral ainda está nos seus primeiros 100 metros. Ainda muito ‘chôcha’, candidatos ainda estão se conhecendo, testando, e (pasmem!) decidindo para que palanque vão. Mesmo após as convenções, os candidatos estudam estratégias, lêem pesquisas, avaliam perdas e danos, enfim...o xadrez eleitoral não se fechou completamente. Pior para o eleitor que não sabe pra onde começar a apontar.

As campanhas já estão nas ruas da capital. Carros plotados e adesivados começam a florescer nas ruas. As belas modelos iniciam suas colagens de botons (quem é ousado em dizer não?).

Caminhadas e carreatas começaram no interior. É a massa política efervescendo mais uma vez. Os amantes da política se excitam, vibram com o calor das ruas. Eles esperam por isso de dois em dois anos. E de fato, quem já participou de um pleito, fica doido pelo próximo.

Mas convenhamos, o que é preciso para um candidato colar na cabeça da galera? Os marqueteiros de plantão brotam por aí e dão fórmulas inúmeras. Não tem lá uma equação formada e exata. Tudo influencia. Ano, situação, dia a dia, acontecimentos inesperados. Enfim...nunca se sabe. Os segredos já não são tão segredos em período eleitoral.

Não vou aqui discutir o candidato. Se ele tem boa aceitação, é do mal ou do bem, branco, preto, pobre, rico, velho. É necessário ter carisma. Ser sociável. Ser leve. Bom de papo (condição básica). Ter um passado probo (pedir demais, né). Ter planos de governo (ninguém liga muito). Ah, um bom jingle ajuda. Ele gruda na mente. Aprendemos por osmose.

Mas vou entrar em meu meio: na comunicação. Cobrir uma eleição estadual em um lugar como Alagoas requer uma atenção toda especial. Estratégia e planejamento. Nada de correria. Duas equipes de jornalistas: dois repórteres de texto e dois fotógrafos, correndo desimbestados do Litoral ao Sertão.

Claro, uma terceira equipe é sempre bem-vinda, caso exista algum evento fora de hora, ou inesperado. Cada equipe, um jornalista disposto a tudo. Comer (nem sempre), dormir onde der, e sem medo de motoristas loucos. Mas o primordial: percepção. É fundamental um camarada antenado. Se aprender a leitura labial, ajuda bastante. Os bajulas, as modelos, e a galera da imagem, raramente vão deixar você chegar perto de seu assessorado.

Saiba como ele pensa. O entenda. Leia sua cartilha e comece a prevê-lo. Um olhar pode dizer tudo. Terminado um evento, permaneça dentro do carro (de cabine e carroceria – carros de imprensa de campanha só devem ser veículos grandes). Digite seu material o quanto antes para enviar à base.

E é na base que a magia acontece. As articulações feitas durante todo o dia funcionam aí. É uma notinha, um colunista que recebe seu texto, sua foto, sua informação. Preferivelmente sempre antes das 18h. Dá tempo para o camarada jogar seu material no lixo ou não. Agilidade e qualidade são fundamentais.

É necessário organização. Seu candidato vai visitar dez municípios no dia...perfeito! Cada equipe faz cinco cidades, sempre alternando. Converse com o povo. Chegue cedo na cidade. Conheça o local. Ouça os mais velhos. Sinta o termômetro sobre seu assessorado. Prepare o terreno. Prefeitos e vereadores são importantes, porém o povo é que sabe onde acontece o voto, onde se precisa mais.

Seja direto, objetivo, não perca tempo flertando com menininhas. Os fotógrafos fazem a festa e são bastante exigidos. O povo não pode ver um flash. Em caminhadas e carreatas, nunca fique na multidão. Esteja à frente do pilotão da frente...rsrsrs. Fique atento a gestos, olhares. Assim pode surgir uma foto que pode decidir um pleito. O repórter fotográfico e você devem ser um só.

Loucuras, estampidos, arroubos, não servem. Despendem energia e são desnecessários. Mais do que nunca as estratégias de Shun Tzu são bem vindas. É a Arte da Guerra à serviço da democracia.