sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Três realidades

Pé na estrada! Adoro essa expressão. É quando nos desligamos do cotidiano, seja de trabalho, família, o que for. E nos dias de ausência aqui no blog estive na princesa do Agreste alagoano. Fui fazer a organização da cobertura jornalística da visita do governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, à Arapiraca. No caminho só conseguia pensar no evento e nos problemas para resolver. E aconteceram, natural, porém, foram contornados.

O evento em si foi perfeito, a recepção, a aceitação do público, a cronologia dos compromissos foi muito legal, tudo nos conformes. Mas vim aqui hoje mais para falar de três personagens que me pegaram pela emoção.

Nosso quartel general era o prédio da Governadoria do Agreste. E a secretária de lá, dona Cida, nos recebeu super bem e com toda sua simplicidade nos encantou. Porém, diariamente ela gasta R$ 6 para ir e voltar do trabalho em uma moto táxi. Não é fácil. A segunda personagem foi dona Solange. Ela trabalha no Serviço Geral do prédio. Sempre com boa conversa era minha companheira em nossa base. Quando ficava sozinho na redação instalada lá, ela vinha e ficava conversando. Falou sobre o orgulho dos filhos, o abandono do marido, sua fé em Deus, enfim, suas histórias e causos.

Nós conversamos bastante e até tive a liberdade de dar conselhos para a senhora. A partir dali ganhei uma segunda mãe, pelo menos naquelas horas que lá estava. Dona Solange levava biscoito, água, café, boa companhia, até tomei banho nas instalações. Foi um anjo que nos acompanhou até o final do expediente. E claro, prontamente pedi ao meu motorista para levá-la em casa. Despedindo-me com um forte abraço e abençoado pelas preces e energias positivas desejadas por ela.

A última pessoa foi dona Aurelina, proprietária de um pequeno bar na rodoviária local. Os santinhos dos candidatos dela fincados na parede não impediram que a obra de ampliação do terminal invadisse boa parte de seu estabelecimento e cozinha. Como uma simples e indefesa trabalhadora, ela não tem a força para reclamar contra tamanha injustiça.

Nossa equipe tomou as dores da doce dona Aurelina e prometemos rogar por ela junto aos responsáveis pela obra. Foi quando os olhos se marejados de emoção e a lágrima de gratidão rolou no rosto. Inúmeros foram as graças e os agradecimentos proferidos pela senhora. E vamos reclamar.

É por essas e outras que adoro percorrer esses caminhos de minha Alagoas. Por aí conheço gente, vejo a realidade do povo, as histórias e as vidas que vagam. É bom e segue mais uma estação, que venha a próxima viagem.

Trabalho em foto...










Já estava há um tempo querendo escrever um texto sobre o saudoso Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e pra mim o Rei do Forró. Em minha casa ouvia de um tudo, mas meu pai sempre preferiu um bom e velho forró, ao estilo tradicional como do Trio Nordestino e por tabela logicamente, o Gonzagão sempre era lembrado.

Não apenas por contar o clamor do sertanejo devido aos males da seca, o velho Luiz Gonzaga fez um legado musical sem igual que encanta seus fãs até hoje pela beleza de suas canções. Ele extrapolou as barreiras da música regional e implantou de fato o forró no ouvido do brasileiro.
Particularmente, a melhor canção dele é “Que nem jiló”. Tudo bem que fala sobre um amor perdido, aquele sabor amargo que fica na boca e no coração quando perdemos um alguém. Mas num é isso mesmo! Acontece. Entretanto, vez por outra se lembra de um amor distante, algo do passado, mas sem a melancolia saudosista. Aquela coisa de saber que foi bom, durou, e terminou.
O sofrer que embala a canção pode até ser encarado como metafórico. Até por que, como diz o Rei do Baião, o remédio para a saudade dele é cantar. Dançei bastante essa música e ainda me pego cantarolando ela. O embalo é gostoso e contagiante. O som do triângulo e a afinação da sanfona dão o tom característico e tão gostoso. Muito bom mesmo.
Aí quando escuto ou me pego cantando essa ou qualquer outra canção gonzaguiana, eu me transporto para o Sertão. Lembro da beleza que é o luar no Sertão. As estrelas ainda maiores reluzentes. O silêncio é quebrado pelo canto dos pássaros noturnos do Semi-árido. Uma rede na varanda e o sossego por companhia. É meu cenário. Dá-lhe gonzagão. Nos faz viajar com sua música, e que assim prossiga.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Zen - até quando não sei


Uma certeza que temos na vida é que jamais vamos agradar todo mundo. Por onde passarmos iremos pisar no calo de muita gente, vamos desagradar outros e com jogo de cintura ainda podemos ganhar a simpatia de alguma minoria. Pô, até Hitler tem simpatizantes, enfim.

Vez por outra recebo comentários de algumas personas non gratas que insistem em dar pitaco onde não são chamados, mas aí são outros quinhentos irrisórios e insignificantes. Hoje comento minha atual experiência profissional. Assumi um cargo de direção no órgão em que trabalho. E como é difícil gerenciar gente, pai amado, daí-me paciência!!! Como já é a segunda vez que assumo tal posição, hoje com um pouco mais de tino, consigo me policiar e evitar os erros de outrora.

Cada passo deve ser pensado com a destreza de um cirurgião. Meu jeito intempestivo e exigente por vezes passa algo de dureza e intransigência. Confesso que sinto isso e tento dosar na pressão para não assustar e manchar a impressão alheia sobre mim. Ou até mesmo cair naquela: "o poder subiu a cabeça".

É pisando em ovos todos os dias. A missão é árdua e complicada. Peço a Deus iluminação e elevação para me ajudar nas empreitadas do dia a dia. Paciência, racionalidade, calma e perseverança. Amém!

Tive que me render

Lendo os jornais e sites alagoanos, um texto em especial me chamou a atenção, não apenas pela genialidade de como foi escrito, mas também pela sutileza e pela elegância.

O blogueiro alagoano Bob Vila Nova teceu com perfeição o que está acontecendo na política alagoana. Aconselho e deixo aqui o link para vocês mesmos lerem e dizerem se é verdade ou não.

Segue o link: http://www.cadaminuto.com.br/blog/blog-do-bob

Perfeito!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A vez de Videla


O ex-ditador argentino Jorge Videla entrou na mira da Justiça alemã. Nesta segunda-feira, 25, foi decretada a prisão do militar sob a acusação de assassinato do estudante alemão Rolf Stawowiok, em 1978, durante a ditadura militar platina.

Segundo matéria publicada no portal Uol, a justiça germânica tem provas de que o jovem foi vítima de fuzilamento pelas mãos dos militares argentinos.

Hoje com 84 anos, o ex-general Jorge Videla, pode finalmente pagar pelos crimes capitais cometidos enquanto governava com mãos de ferro a Argentina.
Veremos os desdobramentos...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Loco Abreu, Herrera? Prazer, Dodô e Phillipe


Sonora a goleada do Vasco em cima do Botafogo neste domingo. Os 6 x 0 foi histórico. Dodô parado a mais de um ano e meio está voando, já o jovem Phillipe Coutinho tem tudo para estourar no Carioca '10.

É muito cedo, eu sei. Mas foi marcante. Não vemos um clássico com um goleada dessas todos os dias.

E como dizia a torcida no Engenhão: "O campeão voltou, o campeão voltou..."