quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Você já viu o fantasma do natal?


Não há data no ano que traga tamanha carga de representatividade quanto o Natal. É um bocado de sentimentos, valores, saudades e votos que se misturam numa noite. Para muitos o Natal representa dor e pesar. É tempo de reflexão e inspiração para outros. É nesse período que os fantasmas dos natais chegam pra atanasar.

Após um ano difícil tem gente que chega diante da árvore natalina pega seu champagne e fica só olhando pros piscas. O camarada viaja no tempo. Ele lembra dos tempos que as suas maiores preocupações eram passar de ano e pra onde ir na farra do dia. Bate aquela saudade gostosa e no mesmo turbilhão de sentimentos vem aquela simulação de como devem ser os próximos natais - caso você não mude, logicamente.

Os fantamas dos natais passado e futuro são tenebrosos e impiedosos. Como todo conto natalino, eles servem para acordar a gente para o sentido humano da noite de Natal. Não podemos nos limitar em dar presente, dar tapinhas nas costas, enebriar-se até cair. Devemos procurar derreter esse gelo que temos dentro do coração. Sorrir mais, perdoar mais e levar a vida menos a sério.

O fantasma do Natal presente é simples. Olhe-se no espelho, e verá se você é tudo aquilo que quis ser. Veja se suas atitudes condizem com o que falas. Perceba o abismo que há nisso e tente criar uma ponte entre o que você é de fato, com o que desejaria se tornar.

Entre fanstasmas e sustos verdadeiros, ponha a mão no coração diariamente. Esqueça o ódio - deixa que os maus se arrumam na vida com a própria vida. Não exercite isso apenas no dia 25. Tente todo dia, o ano todo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Haja paciência...rsrsrs


Dezembro não é apenas peru na mesa, jingle bell, confraternizações, abraços, amigo secreto, beijos e toda aquela sentimentalidade. Ledo engano. A partir do dia 10 de dezembro, uma filial do inferno é aberta em cada shopping ou centro comercial por aí a fora.

Com dinheiro no bolso pra gastar o ser humano volta aos primórdios. Se já existiam barbeiros por aí, bem....eles se multiplicam como gremelins...A grosseria habitual dos taxistas se somatiza. Normalmente eles não sabem a diferença entre a mão direita e esquerda, aí já viu...seria melhor eles quebrarem seus 'piscas', já que eles esquecem que eles existem.

Desde a mais sofisticada loja de grife até a mais popular das lojas de departamentos, você reze para não precisar levantar o pé pra nada, pois se tirar...você vai ficar como saci pererê até sair.

As mulheres.....ahhhh mulheres...o que seria dessas festas se não fosse a insaciável sede de compra do sexo feminino? Um fracasso, porém...se elas tivessem menos coisas dentro das bolas, poderiam comprar mais. Gente é impressionante. Quando chegam no balcão para pagar, as belas senhoras e jovens senhoritas reviram seu mundo portátil em busca de cartões, dinheiro e réles moedinhas. Se acha de tudo dentro das bolsas...menos o que se quer..

É menino correndo, papai noel de saco cheio com as crianças querendo puxar sua barba, apertar sua pança e pimpolhos chorando por causa da figura escrota enorme de vermelho.

Outra ocasião é você escolhendo nas lojas. Além de você disputar quase à tapa cada peça de roupa, sua sorte deve estar em dia. Cada dia que se aproxima do Natal, seu número de roupa fica em extinção e as melhores roupas e estampas somem da sua frente. Pior é o vendedor querendo empurrar em ti uma calça 42 pra você que veste 38. Você parecendo um balão ou um palhaço de circo e o carinha dizendo:"tá muito bonita, vestiu ótimo em você.

Chato também é naquele amigo secreto que o presente que mais sai é agenda, putz! Ô artigo famigerado....Ou se não é você tirar alguém que você odeia, só pode ser sinal divino: testar paciência ou pra você deixar de história e acabar com isso. Mas o que emputece mesmo é rodar meio mundo em busca de um presente legal e você receber um 'mimo'.

É gente, vai dizer que qualquer um de vocês não passou por isso, ou tem receio de passar o mesmo. Pois preparem-se...dezembro tá só começando!!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Reencontro


Onde é que você se sente mais confortável? Certamente deve ser no seio familiar, ou entre amigos de datas longínquas. É uma sensação única e rara, pois nessa correria diária, conhecemos centenas de pessoas, mas nada se compara o apreço de pessoas que nos viram crescer e acompanharam o nosso descobrir da vida.

Este fim de semana participei da confraternização de reencontro da minha turma de colégio - isso existe, será? Enfim...minha turma saiu do colégio em 1997. Pode-se então dizer o quanto mudamos tanto fisicamente, quanto mentalmente.

A afitriã, Dani Morais, fez o favor de nos lembrar isso por meio de imagens - claro não iria publicar tais fotos aqui no blog. Enfim...ainda bem que o tempo nos fez muito bem!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amizade: só vale se verdadeira


Quem nunca não teve um pega-pra-capar com um amigão seu? Aqueles brothers que você concederia até o botão de seus aparelhos no hospital. Pois bem, é da vida e ninguém está longe disso. Ninguém é igual e muito menos temos a obrigação de aceitarmos o posicionamento do camarada. Viva a democracia! Os diferentes devem conviver sempre.

Entre tapas e beijos os grandes amigos põem divergências em pratos limpos e mais cedo, mais tarde, tudo volta ao normal como duas sem-vergonhas amigas futriqueiras.

Portanto se você pegou aquele fight com seu amigo, não se esgoele, muito menos a ele. Deixa a poeira baixar, os ânimos esfriarem que a amizade que sempre foi presente e real ressurge.

Mas o Ministério da Saúde adverte, tal reviravolta só acontece em casos de amizades autênticas. Aos falsos amigos....deixa pra lá! Você fez um bem a si mesmo...a vida se encarrega do resto!

Pela paz, contra o ódio


Quem sabe o limite entre o bem e o mal? Eu tenho convicção que a falsidade não está no hall das coisas boas da humanidade. Prefiro o ódio velado à falsidade de tapinhas nas costas e 'meu querido' pra lá, 'minha querida' pra cá.

Os arautos da bondade não ficam frestando pelos corredores, falando baixo, cochichando e confabulando. Reconheço que não existe o sangue puro da maldade, muito menos a ingênua bondade. Cada um de nós tem um lado que pode ser provocado e somatizado de acordo com fatores e ocasiões.

Provocações alheias também não são da estirpe branca da paz. Se não gosta ou não bate, suporte ou peça pra sair. Admita sua incompatibilidade e pegue o 'beco' da convivência, se o tiver.

As indiretas por terceiros se assemelham a covardias e picardias dos fracos de espírito e pobres de atitude. Nem entro na seara da pequinês de índole, pois não me apego a esse tipo de coisa. Não sou lá muito de guerra. Guerriei bastante, hoje estou cansado de batalhas sem fim.

Queria deixar claro que nunca fui nenhum anjo, já comentei aqui outras zilhões de vezes, porém, eu visto minha carapuça de anti-heroi. Bom moço já viu, hoje admito que tenho mais espinhos que antes. E como todo mundo...quando pisam no pé...já viu!

Sou do tipo que dou todas as chances de mundo para contornar uma situação. Prego a parcimônia até às tampas. Conversar, conversar, conversar. A diplomacia deve existir, sem dúvida. Mas quando não há espaço para um diálogo ou respeito, ou ainda uma das partes não esboça interesse no sentar na mesa....resta a contenda.

Erguer pontes, criar estradas, fazer ligações é fundamental para o ser humano, todavia quando se chega a um certo nível o estabelecimento de muros é inevitável e lamentável. O embate é triste, corrosivo, danoso e pernicioso para todos. Ninguém sai ganhando. Só ficam mágoas e ressentimentos profundos. Riscam cicatrizes que ficam pro resto da vida. São sem volta.

Dizem que se te oferecerem os trabucos dos canhões dê-lhes rosas, ou algo assim...Bem...é muito pacifista defender-se com pétalas, porém, o fomento do ódio, da luta, das fofocas, tira o monge mais fervoroso do sério. É necessário equilíbrio, sensatez e saber o que quer da vida, eu bem sei que não quero ficar velho riscando faca no chão.

Chego a esse ponto do post com o coração vazio, sereno. Após uma breve oração que fiz, qualquer sinal de desavença se fragmenta e se dilui em pó. Este post é em homenagem então a pessoas que possuem dentro de si um quê de trevas que por meio de falsas amizades tentam fomentar a intolerância e a desarmonia. Demonstram uma bondade fake, até por que a definição de bondade é relativa (Ser bom no Irã é matar um israelense).

Reintero que se existem problemas ou desacordos com quem quer que seja, fale, abra seu coração. Orgulho é ruim, nefasto e pobre. Não sou o exemplo de pessoa que desejo ser, mas a cada dia tento acertar e estabelecer panos frios aos problemas que aparecem. Entristeço-me com o rancor e o ódio. Devemos aprender a conviver com as diferenças e os desejos difusos aos nossos e respeitá-los.

Vai o recado então: aos meus inimigos, saúde e vida longa; aos que me suportam, paciência e saco (opcional); aos que me odeiam, Deus te abençoem; aos que me desejam o mal, faço o sinal da cruz e rezo por sua alma.

Repito, não sou nenhum anjo, muito menos um demônio de rabo. Fico com o anti-heroi que permeia entre esses mundos. Tenho em mim os dois....tem gente que desperta em mim os piores sentimentos, mas por outro lado, prefiro lembrar dos momentos legais que tive. Fico com a paz, com o sorriso, com a calma interior. Exercito isso diariamente, e como todo aluno, existem as recaídas.........

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Faz bem

Desde os meus 10 anos no Colégio de Santa Teresinha, colégio da capital alagoana que cresci, diariamente ouvíamos a Oração de São Francisco. A canção era tocada em alto e bom som para todo o colégio ouvir. Pois então.....acabei decorando o hino e serve como conforto nos momentos de aflição e agonia.

Posto ele hoje para tentar disseminar sua mensagem de paz para os coração em conflito - poético, não?

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz

Onde houver ódio, qu eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eue leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. É perdoando que se é perdoado; é morrendo, que se vive para a vida enterna.

Amém

Eita dezembro...

Dezembro....ôôôô mês abençoado....se brincar ele é mais curto que fevereiro. É tanta festa, encontro, confraternização que o mês fica devendo dia pra gente. Não tem pra quem quer.

É o mês que famílias se reunem, pessoas retornam ao seio familiar. Aí já viu, Maceió volta a ser aquela praia do ôpa, onde todo mundo se conhece.

Basta rodar pelos bares e pizzarias da cidade para reencontrar amigos antigos ou desafetos passados.

É cada figura que a gente encontra....