quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desilusões perdidas


Desde de pequeninos, aprendemos o que é certo ou errado. Nossos pais nos ensinam, escola, faculdade, rua e o cotidiano, também nos oferecem um apanhado de conhecimento, dogmas, ensinamentos, leis que se contrapõem, mas olhando por um ponto de vista, elas se completam.

Aprendi que devemos ser maleáveis. Aceitar o novo é fundamental, mesmo que ele nos emputeça, nos choque ou nos decepcione. Assim acontece no jornalismo nosso de cada dia. Existe uma palavrinha chamada ética, que cotidianamente ela é destroçada em nome de sei lá o que. Dinheiro, ideologia, preguiça, omissão, mau caratismo, se for listar as desculpas...

Ontem, Acassia Deliê, uma das jornalistas mais talentosas que conheço, de texto fácil, objetivo, versátil, deparou-se creio com um dos primeiros gestos de sacanagem jornalística. Certo site da capital alagoana divulgou uma notícia sem fazer o básico do jornalismo: ouvir os dois lados. Como se tratava de uma invasão de um conjunto habitacional, o mínimo que se esperava do jornalista, ou da direção do veículo, era ouvir a voz do órgão habitacional do Estado.

Bem, isso aconteceria apenas em tempos normais, porém em período eleitoral e com diversos interesses escusos em jogo, vale tudo. Essa condição indignou a jovem jornalista. A desilusão realmente fere nosso instinto de justiça e ombridade. Claro, não sei se o escritor da matéria quis ou ao menos tentou falar com alguém - duvido muito.

No jornalismo somos muito o que nos ensinaram. Por isso tenho muita pena dos focas que hoje surgem e dos jornalistas que não têm apoio de um colega mais experiente e honesto, de bem. Particularmente tive sorte. Marcelo Firmino, Eliane Aquino, Marcelo Sandes e Soraya Alves são os profissionais que passaram a mim o fiel do jornalismo. O respeito, a ética, a objetividade e o respeito com o leitor.

Os demais? Continuo aprendendo dia após dia, porém muitos que pensaram me ensinar, estavam me apresentando o que não fazer na comunicação. Hoje tenho pena deles.

E querida e promissora amiga Acássia, muitas desilusões ainda virão. Prepare-se para elas, mas jamais se contamine. Tenha fé!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Boa pedida


Quem curte um bom filme vai gostar de Nine. Começa pelo elenco, quem acompanha Daniel Day-Lewis, dos tempos de "O Último dos Moicanos", "Gangues de Nova York", entre outros, vai se orgulhar de sua atuação. Lewis faz um transtornado, melancólico, mas famoso diretor italiano numa crise de criatividade, que para se motivar busca refúgio entre as pernas de suas mulheres.

Mas não se engane que não são apenas simples mulheres....Daniel day-Lewis divide a telona com nada mais, nada menos que estrelas como Penélope Cruz, Marion Cotillard, Judi Dench (atuação primorosa e completa), Fergie (tá um caco e gorda), Kate Hudson, Nicole Kidman e Sophia "arrasando" Loren.

Como se não bastasse ser um filme sobre a Itália, o musical é carregado de sensualidade e sonoridade. Nas coreografias reservo comentários extras para a veterana Judi Dench. Ela cantou, dançou, se contorceu, e exibiu seu refinado talento. Já a gatinha da Kate Hudson mostrou seu talento requebrando como a Shakira.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Bonzinho só se fode


Desde que o mundo é mundo, isso acontece: os fracos não têm vez. É a seleção natural. É a vida, é a vida, é a vida...! Não adianta. Na pedra lascada, os fortões, brutamontes sem cérebro sempre se davam bem. Isso não mudou até hoje. Na idade média, até os trovadores e poetas duelavam as donzelas com os guerreiros. Mas não é bem isso que queria levantar. Pra não parecer uma velha reclamação nerd, só vou ficar nos pormenores.

É que sempre se ouve na conquista alheia que o bom de coração, o bonzinho, o sensível, essa figura escrota sempre sobressai. Mentira deslavada, gente. O camarada que abre porta, manda flores só se dá bem quando o bad boy dá o fora na moça. Engraçado, né.

Parece que o mal atrai as pessoas. É uma atração estranha e sem explicação. Por que será que o proibido sempre é mais tentador. Conheci um caso que foi emblemático pra mim. Ela uma menina de família, bem de vida, estudada; ele um típico Robin Hood, sem instrução, bem apessoado, boa lábia, mas mau caráááááter...., pense. Os pais da moça nem queriam ver a sombra do mancebo.

Outros garotões da cidade até que flertavam com ela. Ficaram e tudo mais, porém nos intervalos, ela sempre voltava para os braços do ladrão de corações. Resultado...............................não, não, eles não ficaram juntos. Foi fogo de palha!

E é assim gente. O tímido bom moço que tem acanhamento em chamar a madame pra dançar ou pra uma simples investida num cinema ou similar, dorme no ponto e depois escuta: perdeu, perdeu, perdeu. Os anos passam e não voltam. A oportunidade um dia ofertada não retorna. Foi!!! Já o espertão comedor, aproveita e joga fora, e a menina fica doidinha. Vai entender...

Pensamento machista? Pode até ser, mas tem muito leitor aí que se identificou ou viu caso parecido. Pode até não admitir, mas conhece a história.

Mas é assim mesmo. Histórias de amor não tem roteiro específico. Seja com pitty bull ou com um benge, você pode alcançar sua felicidade. Não há fórmula. Tudo bem que depois de anos e anos de decepção vão ensinar a elas que o ideal é o equilíbrio entre a atitude do bad boy com a inteligência do CDF.

Quer dizer.......esqueçam a fórmula.....deixa rolar!

domingo, 29 de agosto de 2010

Nada é como era? Constrói outro caminho

O que fazer quando percebemos que não temos mais aquele amigo-de-fé-irmão-camarada? Quando não somos mais requisitados para farras homéricas, passadinhas naquela barzinho, ou aquele show legal? Como proceder quando nem seus amigos mais próximos se distanciam? É sinal que sua presença não é mais tão importante como era antes.

Por onde anda aquele brilho que você tinha quando mais jovem? Vai lá saber. Eu falo daquele tipo de lembrança espotânea, fraterna que você tem ao querer fazer um programa ao lado daquela pessoa. Se é carência não sei. Digo por que tem gente que não consegue ficar sozinho. E liga pra meio mundo em busca de uma companhia. Seja pra falar mal dos outros, conspirar contra o mundo ou planejar seus passos futuros de forma maquiavélica.

Não, não, não, falo de brilho, liga, carisma, presença, carinho sem querer nada em troca. Chegando aos 30 anos percebo esse distanciamento. É fase. A maioria de nossos parceiros estão casados, montando família, e suas atenções são voltadadas logicamente para suas novas prioridades.

O companheirismo é característica da adolescência. Mas a percepção dessa mudança aflinge qualquer um. Ela tira nossa esperança de dias melhores. Mas não há nada de desespero nisso. A saída é procurar novas alternativas de entretenimento. Mais solitárias, porém divertidas.

Achar esse novo meio de diversão é um processo de amadurecimento e descobrimento. E assim seguimos a vida

É isso mesmo...palhaçada da Globo


É um outdoor estiloso, não é um monstro como "Globozilla"

sábado, 28 de agosto de 2010

Dia de pé na estrada


Já me garanto recuperado de minha virose anual e de uma faringite que veio na pacote. Peguei o carro e a mulher e fomos rumo a ensolarada e aprazível Maragogi, minha segunda casa. Mas meu destino final era outro. O litoral Sul pernambucano me era mais atrativo, pelo menos neste fim de semana.

Pegamos a estrada e não entendo por que o alagoano tem uma imagem tem depreciativa de seu estado. É justamente o contrário que admiro nos pernambucanos. Tudo bem que a capital deles - Recife - é um dos lugares mais perigosos do país, mas nem por isso eles ficam alardeando isso pra todos os lugares. O pernambucano dá de mil em matéria de bairrismo, eu diria de 'patriotismo regional', se é que existe, mas peço licença à Guimarães Rosa e invento as minhas aqui.

Enfim, as tudo que nossas estradas não estão lá essas coisas, mas a de nossos vizinhos também não é aquele tapete. Faixas estreitas, não há acostamento, e os chatos buracos dizem presente. Outra coisa....O alagoano adora aparecer...rsrsrs

Gente eu andei mais 100 km em terras pernambucanas e se eu vi dois ou três adesivos de candidatos nos carros foi muito. Além de perceber que o Eduardo 'olhos azuis' Campos é quase candidato único, o pernambucano não tem lá essa mania que só vejo em Alagoas de transformar seu carro num outdoor.

Visiteu a belíssima Porto de Galinhas. Nooouuuuussssaaaa, que lugar. Retornei após quase 7 anos. Quanta diferença. Ali o turismo realmente cosmopolizou um pequeno vilarejo. Hoje o município de Ipojuca cresce aos passos dos inúmeros negócios vinculados ao turismo. Excelente exemplo.

Se não fosse a chuva, ficaria um pouco mais. Ahh,uma pergunta: por que os pernambucanos são tão imprudentes no trânsito?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quem disse que feriado é só tranquilidade?


Chegou mais um feriado do calendário brasileiro. E advinha...mais um feriado sacro. Nada contra, só acho que o brasileiro é folgado demais por causa da tamanha quantidade de feriados. Quem sabe se trabalhásemos um pouco mais? Deixa pra lá se não vou ser escrachado aqui.

O fato é que quando chega o feriado chega com ele uma gama de bafons que tiram a gente do sério. Vamos lá. Como aconteceu este fim de semana, o feriado é numa sexta e a galera logicamente enforca o sábado. Aí quem opta por uma praia, bem já viu. Pega o rumo da casa de praia. Não tem? Infiltra-se na do colega. Gato, papagaio, piriquito, mulher, menino e parentes. Todo mundo pra se arrumar já dura umas 3 horas.

Eita e se a mala do carro não dá as malas. Nooouuuussssaaaa, confusão. Alguém tem que esvaziar a quinquilharia. "Você não precisa de 6 biquinis, amor". "Nem você precisa de uma caixa de som do tamanho do carro". Por aí vai...

E o trânsito? Aí complica. As estradas para o litoral todas estão lotadas. Você não encaixa uma terceira. E ainda tem aquelas famílias que adoram ficar admirando a paisagem ou ainda, freiam em cima das tapioqueiras ou pertinhos dos ambulantes. É cada freiada. Ainda não temos bola de cristal pra advinhar onde e quando esse povo para.

E aquela galera que começa a esquentar os batuques ainda em casa. Eles pegam uma breja, abrem, e já vão bebendo na estrada. Afff!! Irresponsáveis.

Chegando nas praias. Todo mundo instalado. Vamos pra areia. Além de você duelar um espaço na areia com ambulantes e enchê-los de "não, não, não", eles dão uma de surdos e vão pra cima. Como se não bastasse, vem aquela multidão com boias e caiem na água como se fosse o último mergulho da vida. Boias, eu fui ameno. Cama de ar de caminhão, claro. É aquela melequeira na areia. Eles ficam parecendo frango à milanesa. É uma figura.

Dentro das casas é outro suplício. O vizinho acha que pode sobrepor seu mau gosto pra todo mundo. Topa o som de seu paredão e quem quiser que traga algodão pra tapar os ouvidos. Você não consegue descansar. Dormir então...é um privilégio. É beber até ficar anestesiado e dormir sem sentir nada.

Até dentro da casa que você está, você tem que esperar a sua vez de fazer tudo. Mas é tudo mesmo. Banho, sanitário, comer. Putz...haja paciência. É um rebanho de menino correndo pra cima e pra baixo. Até a música também, dentro da sua casa, você não pode opinar. Você perde tudo, gente. Ave maria.

E se for viajar pra fora do estado? kkkkkk, lascou...tudo começa nos aeroportos....prepare mais duas horas de espera, perda de malas, poltronas minúsculas, taxistas ladrões....!!! Escolham.