domingo, 17 de maio de 2009

Exemplo


Diariamente nos deparamos com centenas de pessoas, e de uma forma ou de outra elas influenciam em nosso viver. Seja pelo ódio, ao se deparar com a figura tentar cruzar pro outro lado da rua; ou pela afeição. Mas não é bem por aí que quero começar. Gostaria debater brevemente aqui no blog, como certas pessoas tem o poder de nos influenciar.

Ídolos, herois e demais figuras elogiáveis provocam em nós uma admiração que motiva aquela expressão: "como faço pra me parecer com ele?" São qualidades que chamam a atenção e despertam o desejo de ser igualzinho ao fulano. Não, longe de mim ter a força do Super-Homem, as habilidades do Batman, o poder de regeneração do Wolverine, não, não quero.

Por outro lado, é até mais comum a gente esbarrar com espelhos do mal. Pessoas que são a figura personificada do capeta na terra. Veio pra fazer o mal. Enfim, criamos ojeriza, nojo, asco. Esse tipo de figura é mais comum do que se pensa. Trabalho, escola, faculdade, até na família tem, ou seja, estamos cercados de exemplos a não serem seguidos.

Mas graças a Deus temos anjos que nos protegem, e Ele mesmo se encarrega de nos cuidar. Porém, venho aqui falar de um homem que aos poucos se tornou mais que um exemplo: um objetivo. Neste domingo, 17, meu velho pai comemorou 53 anos aqui na terra. E não perdi a oportunidade de declarar o amor que sinto por ele. Como de costume o pranto rolou, emoção aflorada. Falar é até fácil pra mim. E seguir seu exemplo de justiça, honestidade, cautela, solidariedade com o próximo, e fraternidade, é minha missão. Bem, a modéstia me permite dizer que tenho seguido a risca essa meta.

O curioso é que esse reconhecimento veio apenas após a separação dele com minha mãe. Ficamos mais próximos, mais ligados e preocupados um com o outro. Nosso cordão umbilical brotou novamente. E pelo jeitão calado dele de dizer o que é certo e errado foi a minha maior escola. Nessa didática aprendi tudo que sei. A pessoa que sou devo a eles(pai e mãe), mas cada um teve um jeito particular de ensinar as coisas da vida. E apenas com o seu silêncio aprendi que podemos aprender muito apenas com um olhar, poucas palavras.

Entretanto a maior lição que aprendi com ele foi a de cultivar amizades. E isso sei fazer muito bem. Ter amigos em todos os cantos e em cada lugar plantar uma semente do "volto logo". Deixar sempre seu sorriso como marca, e nunca uma cara emburrada. Um aperto de mão firme, e sempre olhar no olho, é fundamental. Curtir o hoje, e deixar de lado o amanhã. Ser jovem até quando o corpo não mais obedece a mente. Ter no brilho do olhar e num estampar de um sorriso a maior arma para desarmar os inimigos.

Muito eu puxei dele, detalhes que até fogem de meu entendimento. É natural. Gestos, manias, costumes. Muito peguei dele. Até a vontade de ganhar ele soube aumentar em mim. Quando jogávamos futebol, ele nunca me chamava para jogar ao lado dele. Sempre eu atuava no time adversário. E ele sabia que aquilo pra mim era um sentença, uma desaprovação, e não confiança em meu futebol, eu achava. Engano. Era um modo de provocar em mim um guerreiro que ultrapassasse cada sentimento desse, e jogasse mais do que eu poderia imaginar. Aquilo me motivava. Quando fazia um golaço, um drible, eu socava com raiva e vibrava como em final de mundial. Era minha vitória particular. E contra ele. Mas que besteira, ele mesmo vibrava, e ria. Pô, ele mandava os outros jogadores cobrirem meu lado esquerdo (sou canhoto com a perna). Eu ficava puto! Era tudo premeditado. Era um treinamento para sempre ser o melhor.

Esse é meu velho pai. Erros? Todos cometemos. Se ele está arrependido por um passado não tão honroso do ponto de vista paterno, não sei. Mas não tenho dúvida. A missão dele como pai foi cumprida com louvor homérico. Pois hoje mais do que nunca, e amanhã terei mais orgulho ainda dele. Bato no peito e digo o quanto amo ele. Pai te amo...e feliz aniversário

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aconteceu por aí....


Certa vez ao entrar em um motel, o carro em minha frente estava transbordando de gente. Era uma cena cômica até. Essa cena fez-me lembrar de uma história de um irmão do cunhado de um colega meu. Claro, todo mundo tem um conhecido desse. Esse camarada contou em uma certa roda de bar que após uma massante palestra de faculdade, alguns alunos saíram para desistressar e beber um goles de breja gelada.

Segundo ele, era um grupo diversificado, homem e mulheres, e até gays estavam no elenco da mesa. Até que lá pelas tantas, o nosso contador disse que alguém começou a falar sobre sexo. Óbvio, algum fulano tinha que falar. Imaginem só: universitários com os hormônios em ebulição, bebida, e segundas intenções na cabeça....só daria nisso.

Nosso amigo não se fez de acanhado e convidou toda a trupe para um motel. Depois de vários litros de cerveja, o céu era mais estrelado que o de costume, e nessas noites todos os gatos são pardos. Nessa historinha, o herói da noite põe 14 pessoas num carro. Pense na mágica. Bem, foi o que ele contou, duvidar? Jamais...quem sou eu.....sou apenas um mero reprodutor do boato.

Enfim...a história descabou pra uma verdadeira odisséia, pois no lugar, nenhum motel aceitava carro com tamanha lotação. No carro, o nosso forest gump dizia que era uma pegação só, e o coitado do motorista ficava apenas na secura. Até que uma colega do colega teve pena do donzelo e começou a acariciá-lo. O carro a essa altura costurava a rua de uma ponta a outra.

A peregrinação continuava, até que um candidato no apertado do banco de trás se dispôs a negociar com o primeiro proprietário de motel que estivesse de plantão. Só que a temperatura dentro do carro aumentava gradativamente. Entre apertos e empurrões, os beijos e os afagos eram cada vez mais sociais. De acordo com o nosso colega, apenas o gayzinho é que ficava com receio lá no fundo do banco, onde uma amiga sentada em seu cólo dava selinho no parceiro ao lado.

Quando a calça do motorista está prestes a se rasgar, ele encontra um motel e o outro amigo desce do veículo para barganhar. Acordo feito! Começa a descer os mancebos e damas. A cara do dono é que ñ dava pra descrever, pois o carro estava topado.

Vamos ao que interessa...Ao chegar no quarto o povo, imagem só: "Vamos organizar essa bagunça"...rsrsrr hilário! Era como se o Calígula pedisse ordem ao galinheiro...Nosso intrépido olheiro contou que foi uma visão do paraíso vermelho. Um molin rouge. Eram seis moçoilas sedentas por homem. Mas eram sutis e elegantes, nada de gemidos estrondosos, ou palavrões, não mesmo, dizia. Era cada com uma, mas eu perguntei e o viadinho? Pô, o cara ficou lá na dele. Com o mesmo pudor, que todos pensavam que ñ lhe era peculiar.

A organização se dava da seguinte forma, cada carinha passava certo tempo com uma gatinha. Tempo suficiente para satisfazer a moça. Um casal na cama, outro na pista de dança, mais um no banheiro, outro no pequeno mas confortável sofá, era uma reforma agrária bem feita. A conversinha tava boa, até que essa pegação sodômica teve um fim quando o nosso amigo homossexual perdeu a vergonha e pediu pra beijar outro sujeito, e o cara aceitou. Pronto, não faltava mais nada. Não, não, as meninas não se beijaram, mas a partir dali, as coisas melhoraram para todo mundo. Beijos, carinhos, afagos, fulaninha com sicraninho, e troca, e volta, e começa, para, continua. Noooooooosssssssssaaaaaaaaaaaaaa. Essa noite de pura orgia "organizada" ficou no inconsciente de cada um por anos, disse nosso afoito participante. O código de silêncio entre eles, não permitiu que eles trocassem olhares mais sensuais durante o resto do curso. E essa lenda veio aos ouvidos desse blogueiro assim....

História excitante, apimentada, que claro, ainda filtrei para ser publicada aqui. Mas vale o registro. Prometi no início deste blog que contaria historinhas como essa, e com certeza, caso esbarre com esse parceiro distante, quem sabe não rola mais outro relato desses...quem sabe.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Atenção colegas, atenção!!!!!


Comentar é preciso. Há tempo uma questão me incomoda. O choque entre o velho e o novo, o tão citado choque de gerações é comum em qualquer profissão. E no jornalismo, não é diferente. Entretanto, o que me incomoda no fundo, no fundo. É como profissionais já talhados no mercado, medalhões do jornalismo cometem deslizes de focas. Pode ser puro relaxamento profissional, comodismo, sei lá. Mas é que aprendi desde pequeno que os mais velhos devem servir de exemplo...rsrsrs

Falta de compromisso, de tempo, ou seja lá o que for, não importa; o jornalismo não espera. A informação é presente e urgente. Só que a precisão é necessária sempre. O 100% é exigido no cotidiano, não vale o 99,9%. Essa exigência do perfeccionismo é o que o olhar crítico da sociedade pede. Nós tratamos com a vida do povo. É gente. Pessoas comuns dependem de nós. Uma informação equivocada pode mudar a vida de um cidadão. E é esse juramento sagrado que temos que ter em mente. Pensar em que lê, quem ouve e assiste nosso jornalismo. Pois o camarada que de confere a informação já passa ele pra um terceiro de outra maneira, então já pode saber como ela chega lá na frente.

Atenção não ruim pra ninguém. Zelo, paixão, amor pelo que se faz é o forma um profissional de qualidade. O talento é inato. A qualidade pode ser trabalhada, e melhorada, aperfeiçoada. Temos essa missão de melhorar todos os dias, e fazer sempre o melhor.

Os erros de português são apenas alguns dos poucos absurdos que presenciamos diariamente nos jornais e sites noticiosos. Até na própria telinha quando um repórter policial escorrega na concordância verbal dói no ouvido. É complicado. Geralmente esses profissionais não curtem ouvir de outro uma crítica, mas vale a pena chamar a atenção pro detalhe, nada de espalhafatoso, ser discreto é o segredo. "Num seria melhor assim...".

Não desejamos ser nenhum decano no jornalismo, eu muito menos, mas exigo daqueles que passaram pelas bancas de uma universidade, e aqueles, ainda mais, que carregam nas costas anos e anos de labuta jornalística, um senso de compromisso jornalístico-social.

Dá medo é de pensar como estará a profissão daqui a alguns anos. A nova safra é preocupante. Salvam-se poucos. Nada contra os medalhões, e muito menos contra os foquinhas. O que vale é o talento e o compromisso com a informação.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Digam ao povo que fico

Bem, vamos movimentar esse blog. Por esses dias a falta de assunto para até piada para um jornalista. Mas por incrível que pareça, acontece. É por que pela exigência diária de mil assuntos relevantes em nosso dia a dia, a escolha de um tema para comentar aqui segue critérios.

Claro, não vou postar qualquer bobagem. Quer dizer, algumas bobagens ainda rolam....mas besteira com base, com importância.

A novidade desta semana é que não vou voltar mais a Brasília. Vou ficar pela terrinha mesmo. Para mim nesse momento foi a melhor decisão por parte da Secretaria de Estado da Comunicação. Adorei. Muitos podem até falar idiotice sobre minha jornada no Planalto Central, mas só quem sabe é quem passa.

Minha caminhada jornalística ainda está no início, e as portas estão abertas. Pelo que já rodei por aí, posso dizer que estou a disposição, salvo circunstâncias, é lógico. Que venham novos desafios, estou pronto pra isso. Novas cidades, ares, lugares e pessoas. A cada lugar abre-se uma porta e uma perspectiva. Seguir é alternativa, continuar tentando em busca, sempre, de algo melhor é o desafio. É como se diz, o sonho ñ termina até você realizá-lo e achar outr.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A força de um sorriso


Vendo hoje uma matéria na Globo sobre o retorno do jogador Adriano ao futebol e ao seu time de coração o Flamengo, me identifiquei com o sujeito. Não não, de forma alguma sou flamenguista, não recebo milhões, não saio com mulheres frutas e muito menos sofro de "depressão". É que assim como ele, amo o que eu faço, adoro ser jornalista, mas a minha identidade com o cara, foi que ele passou por diversos lugares, ganhou fama e respeito, mas o coração dele, a realização profissional, pessoal e até espiritual dele é uma sua casa.


Claro, podemos despontar em nossa casa ou fora dela. Em nosso nicho perto de nossos colegas e com o apoio devido podemos desenvolver mais facilmente nossas habilidades. Longe de casa somos bichos acuados. Tensos e temerosos, por vezes não somos o que realmente somos. Isso mesmo.


Não sei por que, mas vendo a matéria me arrepiei. Lembrei de diversos momentos com amigos em lugares diferentes: Salvador(BA), Fortaleza(CE), Recife(PE), Lençóis(BA), Garanhuns(PE), Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa(PB), enfim, por inúmeros lugares que passei e com as mais diversas figuras. Passou um filme. E veio aquele turbilhão de sentimentos e emoções, não sei ao certo, mas senti.


E ao fim da matéria, o motivo que me fez identificar mais com o boleiro. Finalmente, o sorriso do cara foi o mott da reportagem. Enfim, ele estava feliz. É assim que aconselho a todos vocês. Não busquem a fama, o dinheiro, claro, eles ajudam em certos aspectos; mas o que vale mesmo é onde o sorriso de manifesta. Vale na verdade é onde nos sentimos em casa. Ficamos a vontade, onde nossas forças são mais potentes e importantes.


Os largos e verdadeiros sorrisos escancarados nessas fotos aí ao lado representam essa felicidade que tanto almejo, e todos nós também.


Mirem nisso meu povo, pois é com esse sorriso gostoso e magnífico que nos sentimos realmente realizados.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Os instintos sempre são selvagens?


Desde os primórdios o ser humano faz uso de uma arma que o iguala aos seus manos primatas, e aos demais colegas de natureza. Nos tempos da pedra lascada, nossos antepassados tinham no instinto seu principal mecanismo de defesa, ataque e sobrevivência. Com o advento tecnológico, o instinto deu vez a exatidão matemática, teorias, estratégias, planos, tudo que dispensa a indefinição do devaneio humano.

Por que o que é na verdade o instinto, é algo que ñ se explica. A natureza nos manda fazer, e fazemos. Não há uma explicação plausível. Por outro lado, a intuição se confunde com esse instintuo, seja ele animal ou não, como se fala. Aquela voz de lá do fundo de nós diz o que fazer, e nos alerta para os perigos que vem por aí. Nem sempre damos trela, mas vez por outra essa intuição acerto o alvo, e nos desbanca.

Mas o ser humanoc ontinua, claro, na incógnita, seguir ou não nossos instintos e nossa intuição. Ouvir mais a eterna guerra entre o diabinho e o anjinho postados em nossos ombros? Clamar a Deus uma luz para sob essa clareza, guiar-se pelos caminhos que escolhemos. Realmente não sei o que dizer ou o que fazer. Meu instinto entra em conflito, com minha razão e meus desejos. Sempre é assim. O humano segue a essa máxima de confusão interna: a razão e a emoção. O exato e o incerto. A claridade e as trevas. Peço a Deus apenas essa luz para me guiar e decidir entre meus instintos e minha intuição.

E vc, o que costuma seguir???

sábado, 2 de maio de 2009

Lar doce lar


Estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade....ai ai ai. De volta a minha terrinha, minha Alagoas que tanto amo. Sinceramente gente, demorei um pouquinho pra acreditar que estou pisando realmente em solo caeté. Tirando o detalhe que cheguei aqui em Maceió surdinho, devido ao voo. Mas enfim, tirando a onda que Heverlane tirou, tudo bem, só o aconchego dela já vale.


Mesmo com tanta água caindo por aqui...ainda é meu lar!