quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Pensa bem antes de falar



A hora e o lugar certo para falar. Poucos têm essa habilidade de saber dosar emoção e palavras. Elas são como flechas e não voltam. Essa é bendita inteligência emocional que tanto se fala, segredo do sucesso de grandes líderes. Não é fácil compreender, analisar e escolher os verbetes certos para disparar em momentos de alta tensão. Em instantes, o oxigênio falta no tutano e o raciocínio se vai.

O remédio para acabar com isso é aquela boa e velha respirada bem fundo, outros podem rotular como aquela 'pegada de ar' - como chamamos aqui no Nordeste. Outros se utilizam do rodeio de palavras, tangiversam por outros assuntos para só a partir daí responder, resolver, intervir na situação em questão. É bem melhor!!!

Geralmente se fala muita bobagem, pessoas 'estouram', vomitam declarações que vão atormentá-te pro resto da vida. Ô vida!!! Calma, pessoal. O blogueiro aqui que vos escreve tem dentro de si ambos os temperamentos. Será que isso faz de mim um bipolar? Não sei, confesso.

Por onde passei galguei e consegui subir em cargos e posições por minha liderança. Não, não, sem falsa modéstia. Sempre comecei de baixo e ascendi com dedicação, empenho e liderança. Por outro lado, mais novo, fui sim explosivo. Falava muito o que vinha a cabeça. Temperamental ao extremo. Passional. Aprendi com a dor. Como mulher de malandro apanhei muito para aprender como e quando agir. E ainda estou aprendendo, claro.

Respira, acalma-te, organiza as ideias e nunca, nunca, bata de frente, evite o embate. Como também não fale o que todo mundo quer ouvir, seja você, seja forte, pontual, maleável e preciso. Mas nada de ser o 'sabichão', saber de tudo afasta as pessoas, esteja sempre aberto a ouvir, aprender e apanhar também, por que não?

'Homens bomba', pela essência da expressão, tem vida curta; portanto, na vida profissional e pessoal também, seja mais conciliador, saiba escolher o momento exato para se pronunciar, deixa o cérebro se oxigenar e assim você ganha consistência e notoriedade para opinar. Dê o tempo certo, devido e salutar para ver a situação de modo geral. Escolha bem as palavras, pois o poder delas é devastador.

Por fim, para pirar nosso cabeção entenda que sua pontuação bem pensada, embasada, refletida, não vai agradar a todo mundo. Sempre terá alguém para se opor a ti. Graças a Deus....viva a democracia! Esteja pronto.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

No mar azul



Você olha de um lado só vê água, no outro também; para cima, o azul clarinho do céu; e aos seus pés, o azul escuro do mar. Situação meio desesperadora, certo? Errado! Cenário perfeito para pensar, refletir, fugir do sufocante cotidiano. Curioso e paradoxal você utilizar um espaço irrespirável humanamente falando para fugir do dia a dia que tira seu ar, sua paciência, ou pior seu ânimo de viver.

Foi lá embaixo, nos confins do mar que aprendi a ter mais paciência, olhar de um modo mais amplo - se isso não rolar lá embaixo um peixe maior que você te pega, ou te dá um baita susto. Melhor, o mergulho me deu algo além do respira, prende, solta, enfim, conheci outro mundo.

O cenário azul que nos é apresentado quando colocamos o cilindro é um absurdo de beleza. As cores mais vivas, as formas de vida, como tudo é mais lento, mais vagaroso e sem pressa. Pôxa, que exemplo! Pra quê tanta agonia, correria, pois quando você submerge lá está aquele mundo azul de braços abertos pra ti.

O mergulho me fez respirar mais diante dos problemas, enxergar que aquilo não é o fim do mundo. É lá que penso melhor em meu viver, nas minhas ações, em minhas decisões, repenso, repasso. Graças a este mar, tão maravilhoso e intenso que nos últimos meses de grandes frustrações, me fez manter o foco num amanhã bem melhor. Obrigado, mar!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A paz que eu quero pra mim

O que é a paz para você, caro leitor? Para muitos é uma praia deserta, para outros é ler um bom livro sem interrupções. É fazer planos sem ter com o que se preocupar. Coração tranquilo, sem aperreios, olhar sereno, sorriso leve, meio que permanente no rosto. As variações de paz são abundantes e que bom que assim funciona.

Para muitos a paz só é alcançada na eternidade, bem além desses anos que vivemos aqui neste plano. Para mim, ter paz é poder andar sem mágoas, sem histórias inacabadas, sem inimigos, enfim. Fato esse quase impossível. Já fui muito intempestivo, ninguém me rebaixa, pouco político e isso faz inimizades brotarem aos montes. Sinto por ser assim, mas nada posso fazer. Ou posso? Posso sim...odeio aquelas mensagens interpretadas de modo equivocado. Gestos e palavras mal compreendidas derrubam em suas costas um fardo enorme. A dor daquilo que você não quis cometer ou o fez por outro motivo.

Ontem, fiz uma breve avaliação dos inimigos que acumulei. Não só dos desafetos, mas dos amigos que ficaram pelo caminho. Pessoas queridas, que de certo gostaria de tê-las em meu convívio, mas por fofocas e intrigas, algo não deu certo. E o dito pelo não dito ganhou ares de verdade suprema e irrefutável. Pena, pena mesmo.

Histórias sem fim são como fantasmas que insistem em retornar nos momentos mais impróprios. Se elas voltam não são tão inapropriados assim, é o clamor por um ponto final ou reticências, uma definição. Já passei por isso inúmeras vezes e sem dúvida alguma a incerteza nos mata a alma, deixa-nos como zumbis rastejantes no mundo. Sem rumo!

Para mim paz é isso. É um bem sem fim dentro de nós, mesmo que eu tenho mais de 2 mil seguidores em redes sociais, centenas de amigos, interminável lista de whatsapp sempre um fará falta. Por favor, se é algo que meus 33 anos de idade me permitem, é dar conselhos; e que recebam assim: não deixe arestas para o tempo ou o futuro resolver, queira sua paz já! Se não foi bem compreendido...tudo bem. Você tentou, buscou foi atrás, paciência.

Não dê trela a picuinhas, a histórias pequenas, prefira viver são, sem brigas, mas que haja lutas por ideais, por felicidade, por paz! É por meio dela que o equilíbrio vem, vem e fica para sempre.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

De novo




É impressionante como o ser humano gosta de compartilhar momentos e sentimentos. Em tempos de redes sociais bombando de informações todo mundo manifesta sua necessidade cotidiana de mostrar o que fez, por onde passou, o que pensa, enfim, novidade alguma; por isso que a partir de hoje resgato o Caminhos de Minutos.

Não que os últimos anos não tivessem sido publicáveis ou o tempo tivesse me consumido ao ponto de me afastar deste espaço, antes tão querido. Não. Sei lá, não sei ao certo, mas quero só recomeçar. Faz parte do que estou passando hoje, iniciando uma nova caminhada, conhecendo gente nova, novos e velhos lugares sendo visitados. É gente, voltei a andar por aí vendo e conversando com gente; acho que meu ostracismo terminou.

Para quem não sabe, esse blog foi criado para contar minha mudança para Brasília. Meu dia a dia lá na capital federal, meus dias sozinho renderam posts interessantes. Pois bem, prometo posts bem legais também.

Ao voltar a viajar pelo interior alagoano recuperei sensações adormecidas. Aquele instante em que ficamos olhando para a paisagem, geralmente árida, sem vida, e paramos no tempo. Pois bem, assim ocorreu e vai rolar pelos próximos meses, sem dúvida. No calor do semiárido alagoano vi pessoas com o sorriso no rosto, com tão pouco, com tantos sonhos; estava com saudades dessa receptividade, sem você dar nada eles te dão aquele sorriso autêntico que você não encontra nas capitais e cidades mais desenvolvidas do país. Sinto-me bem. Precisava desta injeção de 'gente' em minha vida.

Logo, logo um novo post sobre as recentes viagens.

P.S.: Desculpem pelo post....vou retomar meu jeito de escrever logo, logo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Eu sou invisível


Qualquer semelhança é mera coincidência. Pesquisando sobre um post para o blog deparei-me com uma sinopse de um livro que certamente tenho que ler. As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, relata a angustiante história de um moleque que se corresponde com um colega e por meio de suas cartas ele dá pistas de suas angústias, motivações, empolgações e claro suas depressões.

Ele fala das dificuldades do ambiente escolar, seus obstáculos, as dificuldades de se chegar nas garotas, sua timidez, decepções, os dramas familiares, e suas curições, festa e festas para azarar, melancolias, bucolismo e tudo junto explode numa narrativa por vezes tristonha e assustadoramente comum, peculiar e cotidiana. Ou seja, todo mundo passou por isso. O Charlie, personagem principal do livro, tem uma necessidade imensa de perpetuar suas relações de amizade.

Mas é no processo de amadurecimento que a transformação é gritante. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário - será um simples diário ou cartas a amigo mesmo?

Charlie desabafa segredos mais sepulcrais e conta o que vê como se realmente não existisse. Um simples espectador que só transmite o que vê e não age, não interfere nos acontecimentos de sua própria vida. É aquele pieguismo de ser plateia de sua própria vida ao invés de pegá-la pelos cabelos e tomar as rédeas pra si.

Super me identifiquei com o Charlie. Vi nele minha evolução em colégio, onde o sorriso não me saia do rosto, o molequismo era minha marca, sem sair de uma altivez que sempre foi minha. Sempre fui calado e discreto. Porém, aos poucos, em virtude das complicações terrenas, essa introspecção se misturava com instantes extremamente depressivos e isolados. Autoestima? Sempre baixa, pois meus momentos de atuar em minha própria vida, não foram tão legais.

Ao conversar com ex-namoradas, colegas, amigos de longa data não perco a oportunidade de questioná-los, quem eu era? Como fui? As respostas são indagativas, mas emcionadas e orgulhosas (será?). Que fui amoroso, fraterno, bom, honesto, sensível e companheiro. Deixei de ser? Não sei. Certamente alguns adjetivos deixei de ter. Fechei-me, armei-me, reagi a uma vida dura e difícil. Pessoas se afastaram de mim - sem motivos aparentes, pois não tive chance de explicar. Cometi erros, paguei, os admito, mas infelizmente jamais serei o que era.

Sinto inveja daquele Du que fui, e me aborreço com o Cadu que me tornei. Não o aprovo. Isso mesmo...não me aprovo. Não sei o ponto exato que perdi a mão e descambei. Sei que até aprendi um pouco com o Charlie e descobri convivendo quais são as vantagens de ser invisível.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Rede ácida


Em tempos de redes sociais, onde pontuamos nosso dia a dia, dizemos nossos passos, manifestamos nossos desejos, desabafamos nossas angústias e como se não bastasse vomitamos futilidades, desperdiçamos cada dia que passa a oportunidade de ficarmos com os dedos amarrados.

Inimigos ferrenhos são criados por meio de uma vírgula mal colocada. Vixe meu Pai, e quem nem sabe usar uma vírgula, como fica? Aí não tem jeito...Se quer ser rotulado como piadista este é o momento. Pedantes também. No Twitter e no Facebook - orkutizado - cada um cria seu estilo e claramente, por favor, aceitem o peso das consequências.

Tem gente que tem aquela necessidade irresistível de dizer que está feliz, feliz, feliz....na certa é pra cutucar algum desafeto e dizer que está bem e tal, só para irritar terceiros. Tem aquelas pessoas que parecem ser pagas para compartilhar fotos de mensagens, frases, recados, palavras bonitinhas, versos singelos que muitos nem sabe bem o significado das palavras que estão dividindo.

Por favor, ainda tem a galera que intima ou quase ameaça...."Se não compartilhar você vai morrer no mármore do inferno"; ou ainda aqueles que falam nada mais além do mesmo...O que seria isso? Dizer..."Eu amo minha mãe"..."eu amo meu cachorro", "eu amo meus filhos"....tenha dó, gente.

Sim, sim, sim...já estamos entrando em mais que uma década de redes sociais e a galera não aprendeu ainda. Tem fulano ou fulana que faz questão de contar em posts, seu cotidiano: quando acorda, quando come - o que come, como come -, onde foi, deixou de ir..."tô na fila do banco (imagina a empolgação)"....Por essas e outras que o Mark Zuckerberg disse que o brasileiro está estragando o Facebook - com toda razão.

Pôxa....eu já cometi todos e mais alguns erros que vemos diariamente nas redes sociais e vi como é grotesco esse tipo de postura. A gente amadurece. É a tendência....quer dizer...eu creio que sim. Se não tem o que falar, fica na tua. Deixa o povo que tem conteúdo escrever.

Eu vesti a carapuça de ficar observando e me divertindo com o circo que se transformou as redes sociais. Tiro delas o melhor, suas informações, notícias, fontes, contatos, textos. Muito chato? Então dá uma parada e se diverte com o que você mesmo postou na semana passada.

sábado, 7 de abril de 2012

Sim, sou jornalista!


Só louco mesmo. Louco pra ser jornalista. Primeiro, algo muito estranho nos motiva a ser aquele povo que fica do outro lado da tela da tv. Outros mais desvairados ainda prestam vestibular para passar quatro anos da vida no intuito de se dedicar o resto da vida a escrever, falar da vida alheia. Que pecado, meu Cristo. Passamos horas nos estressando com professores descompromissados, livros que não tivemos acesso, cópias e mais cópias para ler. Aff, é um esforço hercúlio e tudo em prol de um pouco de ombridade na vida após os muros da faculdade ter ética, respeito e seriedade ao escrever para melhorar a sociedade em que vivemos.

Doidice! Uma sandice sem tamanho fritar no sol causticamente em busca de uma sonora. Esperar horas e mais horas num cubículo aguardando um figurão explicar a merda que fez. Nem louco provocaria um deputado conhecido por matar mais de 300 e questioná-lo sobre sua ficha corrida. Sob o zunir de balas no céu, esse profissional é o único que fica de pé - tem um pingo de juízo? Somos nós que vamos até o fim para encontrar - ou tentar - enxergar a verdade dos fatos mais escusos e horrendos.

Coragem? Resignação? Força? Destemor? Honra? Não se sabe, pois se for pelo salário que recebemos, sem chance. Isso sim, só um louco. Doido varrido de amor pela sociedade, que por vezes decepciona ao eleger gente tão pedante e miserável para nos representar. Somos insanos por darmos nossa vida em troca de um 'furo' de reportagem. Muitos dão a vida, o sexo, o prazer, o oportunismo e a sua própria honra em nome de um cargo, uma vaga, uma informação. É, acontece. Mas isso é pra outra espécie de jornalista. É, galera, pode crer, existem jornalista e jornalista. Ambos não estão em seu estado normal de saúde, só pode.

Não somos celebridade apesar de sempre estarmos perto delas. Nem somos as peças chaves da sociedade plena e democrática - Há controvérsias. Pois tem gente que acha que pode sim viver sem a gente. Loucos também.

Não sei, repito, não sei, o que nos leva a fazer tudo isso. Em nome de quê? De Deus? Da paz mundial? Do pão de cada dia? Não, creio que não. Deve ter algo muito maior que nos move, algum segredo que nem nós mesmo sabemos dizer. Acordamos de madrugada para apurar, falar, procurar notícia. Dormimos tardaço pelo mesmo motivo. Ficamos com fome, não comemos, criamos fadiga, desenvolvemos stresse, úlcera, LER, DORT e outras doenças de jornalista...em nome de....continuo sem saber.

Será que é pelo prazer de dar a informação que o outro não deu? Será que é pelo fato de ter a notícia que o colega não tem? De lembrar de tal fato passado e o outro não? Ou ainda de ter mais credibilidade junto a sociedade, repito, não se dizer.

Só sei que sou 24 horas um jornalista. Posso até depois buscar outra profissão, ser advogado, empresário, jogador, mas jamais deixarei de ter o espírito de jornalista. E pra isso precisa de faculdade? Sim, é necessário. Tem gente que passou pelas bancas e se mostra um péssimo profissional, imagine sem. Tá doido?

Durmo e acordo pensando no amanhã. Qual história ir atrás. Alucinado, eu? Já me perguntaram. Minha mulher já me chamou até de alienado, brincando. Sou afixionado, apaixonado, e todo aquele que sofre de amor tem sim um pouco de transtornado, malucado e maníaco.

Portanto, se me perguntarem se sou desatinado ou um delirante, sim eu sou um mentecapto de amores pelo que faço. Apesar das decepções, dos desatinos. Apesar dos pesares, sou delirantemente apaixonado pelo que faço.