quarta-feira, 30 de junho de 2010

Começou

Estão lançadas as cartas! Agora é oficial. Após convenções, a corrida eleitoral alagoana foi legitimada. Os adversários já foram conhecidos, porém, mesmo após a entrega das candidaturas oficiais ao TRE, ainda creio em algumas reviravoltas.

Todo pleito guarda suas surpresas, e em 2010 não será diferente. Teotonio, Collor e Lessa tem muito chão à percorrer, e muita conversa pra jogar fora entre seus parceiros de coligação. De um lado ou de outro, os olhos estão cumpridos para a candidatura alheia.

As especulações começam. Quem vai desistir? Collor ou Lessa. Na última semana a IstoÉ ilustrou a lista nacional dos ficha sujas no país. E o ex-governador Ronaldo Lessa tá lá. Collor nem se fala. Seu passado nebuloso só apresenta desconfiança. Já o servidor tem Teotonio como anjo mau. A banda podre de Alagoas também torce o nariz pro governador tucano, pois foi ele que tirou uma cambada cavernosa da administração pública.

Agora é a hora da espionagem. Todo cuidado é pouco por demais. Celulares grampeados. Perseguição de veículos, olheiros, espionagem, vale tudo, dedo no olho e chute no saco também estão valendo.

Quem não agüenta, nem entre no jogo, pois a disputa é pra pit bull. É necessária muita disposição, vigor físico e esperteza para enfrentar horas e madrugadas emburacando nos 102 municípios alagoanos.

Suportando frio, fome, calor, exaustão, noites mal dormidas, fogos, poeira e os demais percalços que uma corrida eleitoral põe em sua frente. De que lado for vir a pancada, ela será grande e impiedosa. Uma boa base e estrutura emocional é sempre bem vinda.

É isso gente...peguem suas armas e vamos a luta. Só espero que as armas sejam compostas de palavras e argumentos. Baixaria, não há como fugir, porém, evitar e estar preparados para ela, faz bem à saúde.

Descobri que sou fã de MJ


Não, não! Não sou um daqueles frenéticos e deliriosos fãs de Michale Jackson. E também não sai do armário após sua morte. Aliás, nem comentei aqui no blog a morte de Jacko. Todo mundo só falava nisso há um ano. Piegas demais seria se comentasse.

Porém, vendo o especial This is it, exibido pela Tv Globo no domingo último, percebi que a maioria das músicas eu cantarolava. Mesmo bem confortável, deitado em minha cama, tentava imitar os passos e trejeitos de Michael. Idiotice. Quem tenta imitá-lo exercita um simples gesto de idolatria à imagem única do artista, do ídolo incomparável.

Mesmo assim, quem nunca tentou fazer um moonwalker? Ou jamais esboçou uns réles e despretensiosos passos de Thriller...pois bem. Os anos de 1980 foram uma febre que atendem pelo vírus de Michael Jackson. Tudo bem que ainda temos no mesmo período Madonna. Nunca se sabe quem brilhou mais.

Voltando à rasgação de seda, gente eu joguei moonwalker no Master System 2 e fiquei tremendo de medo com os monstros do clip de Thriller, quando ele passou pela primeira vez no Fanstástico. Escondi-me entre as costas de meu pai e o sofá. Foi horripilante para o jovem blogueiro.

E mais, dançar como ele? Nenhum outro. Ele pode ter sido um pedófilo narcisistas, um bestão abobalhado ao quadrado, um racista afeminado, ou até mesmo um milionário excêntrico. Que seja, não importam os rótulos. Ele era gênio. É fato. Se queria ser Peter Pan ou não, também não sei, mas certamente ele fez deste mundo, sua Terra do Nunca. Ele se imortalizou por meio de suas letras, passos, e arte.

Dá-lhe Dunga....


Esse povo é fogo...rsrsrsrs

terça-feira, 29 de junho de 2010

Praia, colégio e pagode: Maceió nos anos 90


Bastou ouvir o pagode irreverência do novo CD do Molejo, que lembrei dos tempos de uma Maceió mais malevolente. Sobre o CD do Molejo vale apenas para lembrar os tempos áureos de Anderson Leonardo e sua ‘lata’ engraçada. Nos idos dos anos de 1995, 96, 97, aquele dentinho enorme fazia sucesso. Fazer o que, né, gosto não se discute. As novas composições não empolgam e apresentam algo forçoso, mas enfim....

Direto do túnel do tempo recordei de tempos em que surgiam nos grandes colégios da capital alagoana, bandas de pagode. Tipo bandas de garagem que iam pros colégios pra mostrar seu som. Assim surgiram Cobra Criada, Intocáveis, Conversa Fiada, entre outros. Amigos de colégio se uniam para apenas se divertir e essa diversão ficou séria.

Nos intervalos dos dias de aula, o pátio, por exemplo, do Colégio de Santa Teresinha, onde estudei, ficava lotado. Em apenas 30 minutos, dava pra curtir, paquerar, dançar, era o espaço que os garotos tinham para divulgar seu trabalho.

Dos pátios escolares, as bandas ganharam os palcos de Maceió. Os pagodões de fim de semana eram disputadíssimos. Marquês, Galpão 4, o início do próprio Maikai. Bares que perceberam a oportunidade abraçaram a causa pagodeira.

A linha era múltipla: samba clássico de raiz, o pagode da moda, o baiano, e a swingueira. Tinha pra todo mundo. Conhecendo o Nordeste tinha percebido que naqueles específicos anos, Maceió era a capital que mais tinha um samba, um pagode mais desenvolvido.

Temos até escolas de samba. E além das bandas já citadas, somavam-se o pessoal do Sirrose, Boca de Forno, 7 Coqueiros, TentaSamba, e por aí vai....Maceió dançava bem mais!!!!

Emoção

Dá arrepio...É assim que posso resumir quando vejo uma quadrilha junina em ação. Pode ser exagero de minha parte, mas é um sentimento que não consigo disfarçar. Até mesmo na Tv, quando uma quadrilha bem ensaiada se apresenta, fico orgulhoso do tamanho que a tradição tomou.

Eu sempre dancei quadrilha e mesmo não praticando mais, não perdi a paixão. Das mais simples com 12, 16 integrantes, até as mais complexas com 24, 32 integrantes, as apresentações se tornaram verdadeiros espetáculos teatrais.

Seja Copa do Mundo, Disney, a saga de Lampião, enfim....os temas são diversos, apenas é a criatividade que dita o ritmo e o brilho dos dançarinos. Cada exercício obrigatório, se é que podemos chamar assim, os tradicionais anarriê, caracol, balancê, desfile, enfim...são vários. A cada ano as maneiras de apresentá-los fascinam e desafiam os amantes das quadrilhas.

Quem é que vendo uma quadrilha dançando nunca deu aquela vontade de pegar seu par e arrastar o pé? O sorriso estampado no rosto dos integrantes, mesmo com o suor descendo o rosto, a vontade de acertar e oferecer o melhor ao público é ainda maior.

Há quem não curta tais inovações, como um grande número de participantes, coreografia mirabolantes, muita pluma e paitê. Muitos curtem as mais simples, porém fico tranquilo por que sei que essa tradição não vai parar. Estilosa, tradicional, improvisada, seja lá como for....o coração bate forte, arrepia....

sábado, 26 de junho de 2010

Manda quem pode...obedece quem tem contas pra pagar....

"Só manda fazer, quem sabe fazer", certa vez ouvi isso de alguém, porém, nem sempre funciona deste modo. O mandar, o delegar funções, são características de líderes. O autocontrole e a frieza para enxergar as saídas também devem constar no currículo do gestor.

Antever situações e saber o que fazer sempre quando o bicho pega. Aí sim é onde conhecemos o verdadeiro comandante. Sua equipe deve respeitá-lo, e não ter medo ou pena dele. Pena por sua omissão e falta de pulso. Esse é a primeira rachadura em sua base de liderança.

A cartilha do líder não se distribui em bancas de revista. Ela brota em nós. É natural. Apenas a desenvolvemos e aprendemos novos procedimentos. Através da firmeza e da certeza das decisões, o gestor ganha credibilidade e confiança. É óbvio, quando tais decisões são acertadas. Pelo menos a maioria delas devem ser assim.

Confesso que o texto está frio e monótono. Serve apenas como registro e desabafo!!!

Sorte e paz. Deus nos abençoe

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sinto

O motivo do sumiço, meus caros leitores, é essa incessante via crucius que Alagoas está passando. Desde sábado(19), toda a equipe do governo do Estado, inclusive a Comunicação, está em estado de alerta devido a tragédia das águas que varreu 28 municípios alagoanos.


Imagens fortes, desoladoras, sobrevôos, boletins, ministros, presidente, mídia local, nacional e mundial. Por esses dias, uma verdadeira prova de fogo tem se apresentado para os jornalistas que fazem a Comunicação institucional alagoana.


Como se não bastasse o turbilhão de informações, nossa equipe está desfalcada por colegas de Redação doentes, em férias, e demais ocupações. Porém, a notícia não espera e nem quer saber de nada disso.


Os nervos ficaram a flor da pele por esses dias. A tensão muitas vezes deixou o clima na Redação pesado e insuportável. Eram informações desencontradas, compromissos pra ontem, contação da mesma história centenas de vezes. Imagine! Mas todos estão bem e ta todo mundo vivo.


Entre centenas de telefonemas das mais diversas partes do mundo, um me pegou pelo coração. Dona Heloisa, uma senhora muito respeitosa do interior paulista. De voz rouca e já afetada pelo emocional abatido, ela buscava informações sobre seu pai de 89 anos, que residia na cidade de São José da Laje, uma das cidades mais afetadas pelas chuvas do último fim de semana.


Geralmente, tento atender as pessoas que ligam em busca de informação da maneira mais objetiva e direta possível. Mas a trêmula voz de dona Heloisa, comoveu-me. Engoli o choro, segurei na ponta do olho, e a forneci os contatos da Defesa Civil Estadual.


Atualmente, são 76 desaparecidos com a cheia, e torço diariamente que o pai dela seja encontrado ou como em alguns casos, possa estar na casa de conhecidos, e não foi registrado seu aparecimento.


Em certo momento, ela titubiou e deixou a perceber seu pranto. Ela falava de um orelhão, pois vez por outra pedia para repetir por causa do barulho de ônibus. Possivelmente é uma pessoa humilde e sem acesso a informação.


Clamo por um alento para essa senhora. Foi o que fiz ao terminar a ligação. Baixei a cabeça em meu teclado e fiz uma breve oração....é triste, mas a história de dona Heloisa é apenas uma entre as centenas de histórias provocadas pelas chuvas dos últimos dias.