quarta-feira, 16 de abril de 2014

A política na tela e os políticos de olho nela


A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Ambos acabam se confundindo, copiando-se simultaneamente. As séries de TV estão se especializando em reproduzir a vida cotidiana e, claro, como parte da estrutura social, o dia a dia dos políticos. Suas manias, trejeitos e costumes estão na tela. Sim, pasmem, políticos acompanham o que rola na TV e como qualquer cidadão têm suas preferências. O seriado recordista da preferência dos nossos representantes é o americano House of Cards.

O portal R7 e uma edição do mês passado do jornal Correio Braziliense divulgaram um levantamento sobre os seriados televisivos que detém a audiência dos poderosos. Salvando as comparações e diferenças políticas, como também de estrutura de sistema, os seriados americanos dispõem da atenção de nossos políticos por tudo que lá eles fazem em busca do poder. Como o Game of Thrones, que não é uma série sobre a política comum, porém, fala da ânsia pelo poder, disputa familiar por ascensão, além de tramas, artimanhas, estratégias para se chegar ao topo a todo custo. Game of Thrones, da HBO, é a série preferida de nossa presidente Dilma Rousseff - e de seu vice Michel Temer, segundo o jornal da capital federal. Sem comparações, gente, por favor.

Aos que não conhecem, House of Cards se passa fantasiosamente em Washington D.C. - capital norte-americana. Lá, o parlamentar Frank Underwood, vivido pelo astro Kevin Spacey, faz de um tudo para ascender politicamente: corrompe, mente, articula, todo tipo de jogo sujo é apicado para sair sempre na vantagem. Num mundo difícil - e nebuloso - como o da politica brasileira, a inspiração no personagem de Spacey vem bem ao caso. Infelizmente, apesar dos políticos tupiniquins comentarem que há um pouco de exagero no toque maquiavélico do enredo, há semelhanças diversas no que vemos lá e aqui. Claro, há políticos e políticos, existe pessoal com a boa vontade de fazer bem e melhor, não é maioria, mas existem.

Outro fã de House of Cards é o presidente da Câmara dos Deputados,o potiguar Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN). Outra prova, citada pelo R7, de que Frank Underwood está na cabeça de nossos políticos é a capa da revista IstoÉ, que ao materializar a postura do deputado federal carioca Eduardo Cunha, em criticar o Governo Dilma, no mês passado, ilustrou o parlamentar com a pose do personagem americano.

A política ainda esteve retratada na telinha entre 1999 a 2006 por meio do seriado West Wing. O experiente ator Martin Seen dá vida a um presidente democrata. O ex-senador Romero Jucá falou a reportagem do Correio que estes tipos de seriado representam a novela da vida comum para eles. Saber se eles se espelham ou não nas práticas apresentadas nas séries é uma incógnita. Nicolau Maquiavel que o diga; ele deve pedir royalties constantemente diretamente do céu - ou do inferno - pelas ações dos profissionais da política exercidas atualmente.

Produção nacional que igualmente deu mídia a política foi 'O Brado Retumbante', de 2012. Produzido pela Globo, o seriado mostrou como um deputado federal chega a ser presidente da República por uma casualidade, entretanto, o jogo político o força a mudar de vida e comportamento em nome do poder.

O presidente norte-americano Barack Obama é fã da série Homeland, da Fox. Um soldado ianque é resgatado no Oriente Médio e volta para casa, chegando a ocupar a Vice-Presidência dos Estados Unidos, porém ele está à serviço da Al Quaeda, ai ai ai...problema!!!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Amizade pela metade? Tô fora!!!!


Ninguém curte metade. Somos gulosos. Precisamos de tudo por inteiro, completo, nada faltando ou em prestações. Doses homeopáticas são cruéis, deixam uma agonia infinita e nada boa. Este início de post fez você pensar em inúmeros objetos, ações, sonhos, desejos. Intermináveis sentidos que podem ter outras conotações igualmente sem desfecho. Refiro-me - pelo menos hoje - a amizade. Isso mesmo, amizade pela metade. Como é? Como ela acontece? Pois bem, vamos lá.

Todos temos nossas preferências. Aquelas pessoas que gostamos de ficar por horas e horas de papo, geralmente confidentes, companheiros de aventuras, gente que nos conhece até pelo avesso, sabe tudo, elas são as mais perigosas: são as que mais podem te magoar. É mais ou menos aquele lance de 'pior amigo é um ex-amigo'. Ô se dói! Facas penetrando lenta e friamente em nosso peito costumam provocar menos dor.

Este pessoal, que devotadamente depositamos nosso amor, afeto, carinho, atenção, não te dá garantias que a via de sentimentos tem mão-dupla. Eles não obrigatoriamente também te acham legal e dignos de confiança ou entendem-nos como melhores amigos deles. É uma cadeia simples de se entender: 'seu melhor amigo tem o melhor amigo dele, que não necessariamente é você, e por tabela o dele pode ser outro'...e assim vai.

Ora, frustração é quase certa. Justamente por esperarmos sempre destes amigos do peito algo além, um tempo maior, uma atenção mais apurada. Sobram o ciúme, a ira e a decepção. Lá vamos nós então em busca do amigo-perdido, outro qualquer então, que possa ocupar aquela lacuna. Nos aventuramos em turmas alheias, forçamos a barra certas vezes, apostamos em terceiros, recorremos ao Twitter, Face, Insta, Whats...tudo por um pouco de boa conversa e um olhar mais atento a nossa pessoa.

Ô gente, vamos cair na real, vou passar um papo reto. Sejam atenciosos aqueles que verdadeiramente demonstrem gostar de ti. Percebam quem te protege, quem ali sempre está, aquele que a todo tempo te ampara, te atende, te compreende, te ouve, chora, reza, joga e ri contigo. Só é ter cuidado com as falsidades e interesseiros, o tempo os revelam, simples assim. Não aceite amigo pela metade, ou é ou não é! Não há meio termo. Não permita que lá na frente, num futuro próximo você se pergunte: "Por onde andará fulano?".

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Clamamos por verdade




Quando se fala nos 50 anos do Golpe Militar remetemos a uma gama infinita de assuntos que clamam por elucidação desta lacuna histórica de informações sobre os anos repressivos. Esta é a função da Comissão Nacional da Verdade, como também das comissões estaduais com este mesmo intuito. Fruto de uma apuração séria e comprometida, a Comissão Nacional da Verdade achou um dos grandes algozes do regime. Claudio Guerra, delegado de Polícia responsável pelo desaparecimento de centenas de corpos de revolucionários. Ele vive atualmente em Vitória, no Espírito Santo.

O canal GNT levou ao ar na noite da terça-feira, 1º de abril, um documentário esplêndido ilustrando a busca por redenção do ex-anjo da morte, Claudio Guerra. Com o livro Memórias de uma Guerra Suja, o ex-agente da repressão mostra como atuava e servia ao regime militar. Guerra era responsável pelo treinamento e criação de grupos paramilitares para identificar, caçar e matar agentes da resistência.

Após ser condenado a 42 anos de prisão por outros crimes, não pelas atrocidades cometidas entre 1961 e 1985, Claudio Guerra, no cárcere, 'encontrou Jesus' e se diz arrependido do passado sanguinário. Bem, tirem suas próprias conclusões. Porém, uma informação do documentário me chamou a atenção: que os grupos secretos paramilitares de execução ainda existem; são deles que Guerra têm medo.

O ex-delegado já prestou depoimento na Comissão Nacional da Verdade, porém o teor dele será conhecido apenas na segunda metade deste segundo semestre. Em Alagoas, a Comissão da Verdade segue pegando depoimentos, mas a mídia local não dá valor, não noticia, talvez por não conhecer a importância desta apuração, visto que os profissionais em atuação não conhecem o peso deste tema. Gente, é um alento para famílias inteiras conhecer um passado esquecido. Entes queridos jamais encontrados por pais, filhos e afins. É uma violência sem tamanho. A ditadura foi um fato histórico marcante por demais para nosso modo de vida hoje.

Para as famílias alagoanas, a Comissão pretende desvendar o que aconteceu com Jayme Miranda e Manoel Lisboa, por exemplo, isto citando apenas os mais conhecidos. Os restos mortais de Lisboa já estão localizados e foram devidamente devolvidos a família. A verdade sobre os restos mortais do jornalista alagoano Jayme Miranda ainda está sendo investigado. O sargento Marivaldo Chaves informou, em entrevista à Veja, disse que Miranda foi torturado, morto e seu corpo foi esquartejado, jogado em seguida no Rio Avaré, em São Paulo.

Nossa imprensa, neste sentido me envergonha, pois não está alinhada com a mídia de outros estados que estão a todo vapor de olho neste estudo. Lamentável! Alagoas fica numa ilha histórica. Quando fui editor do caderno de Política, do jornal Tribuna Independente - Maceió/AL -, dava com muito prazer este espaço e contribuição para a história brasileira.

Espero agora que as comissões da Verdade provoquem a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que também fechou os olhos para a ditadura. Hoje, a Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu desculpas pelo apoio ao Golpe. Novidades vêm por aí.... 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Tem gente que sente falta...



Nesta mesma data, há uns 50 anos, estávamos vivendo um momento de exceção. Tempos de chumbo, inimagináveis para quem nasceu de 1985 pra cá. Sou da geração de 1980, tudo bem, mas nem minha curiosidade, minha leitura, filmes ou demais relatos podem dar a noção exata do que o país viveu por 21 anos com os militares no poder. Daí vem meu interesse. Tudo aquilo que não é fácil, me atiça e me provoca a buscar sempre mais informação.

Mas meu post de hoje é para lamentar o óbvio. Muitos do que viveram sua juventude ou idade adulta durante a ditadura sentem falta daqueles dias negros. Sim, pasmem! E gente comum, que anda nas ruas, livres e soltas, vão ao cinema, enfrentam fila e tudo mais. E foi justamente em uma fila de uma casa lotérica que uma jornalista amiga - Andrezza Tavares, repórter de Política do jornal Tribuna Independente, de Maceió/AL - relatou ao retornar a redação.

Ao tentar pagar um boleto bancário, a jornalista foi obrigada a ouvir um senhor de idade a esbravejar reclames mil contra a democracia no Brasil, em uma fila cumprida da casa. O cidadão estava revoltado com a demora na fila e soltava: "Na época da ditadura não tinha isso. Era outra coisa". A colega não soube explicar na verdade qual a causa da cólera do ancião, mas nada pode justificar tamanha blasfêmia.

A manifestação do senhor desconhecido deve ser recorrente em diversos rincões e capitais brasileiras. Muita gente ainda deve sentir falta daquele clima de tensão extrema e terror. Não existia essa liberdade de andar por aí, simples assim. Falar? Necas; omitir opinião? Vestir diferente? Jamais!!! Não é história ou lorota da imprensa, exagero ou algo assim. Tudo era proibido mesmo. De certo em alguns locais sentia-se mais os efeitos da repressão. Há poucos relatos, por exemplo, de protestos e caçadas, perseguições em solo alagoano.

E ainda há pessoas que negam o ocorrido, como o historiador Marco Antonio Villa. Calmaê! Vi que muitos rotularam logo Villa de tucano, serrista. Bem, aí já denota uma crítica partidária, que não vem ao caso. Os argumentos do historiador se limitam a dizer que o Brasil apenas ficou por anos com um governo não eleito pelo povo, e só!!!! Avááááááá....com todo respeito. Mas como estamos, graças a Deus, em dias de 'paz' e democracia ele pode dizer o que bem entender, resta a saber se vamos aceitar ou não.

Tenho certeza que diferentemente deste senhor da casa lotérica, apesar de não ter vivido nos tempos de chumbo, não sinto falta alguma deste tipo de regime. Eu não vivi, ok, ok, ok, mas não me orgulho de ter na história de meu país uma mancha como tal. Torturas, mortes, corpos jamais encontrados, violações dos direitos humanos, políticos e civis, cassação de mandatos eletivos, enfim. Tudo em nome do Estado, tudo contra uma possível 'invasão' comunista no Brasil. Ora essa!!! Graças ao apoio do governo ianque ficamos nas trevas por 21 anos.

Um preço alto o Brasil pagou entre 1964 até 1985 para se livrar de um regime comunista. Fontes contam que guerrilheiros comunistas tinham planos para invadir o Brasil, transformando a nossa terrinha em uma segunda Cuba. A visita de Che Guevara, a ascensão de Fidel Castro em Havana, uma possível queda do presidente João Goulart pelo lado vermelho do planeta, todos estes eram argumentos apresentados em prol do Golpe Cívico-Militar. Cívico por que o mandato presidencial foi cassado ainda com Jango no Brasil. Militar, já sabem, com o derretimento do Estado Democrático de Direito por parte das forças militares.

Como reza a cartilha do jornalismo, não poderia dar apenas o lado revolucionário. O modelo econômico utilizado pelos presidentes verde-oliva foi responsável por uma modernização conservadora, que desenvolveu as cidades em detrimento a concentração de renda e exclusão da classe operária, provocando a conhecida favelização, mas uma modernização da nossa indústria e amadurecimento de nossa economia. Vale lembrar que até a Igreja Católica era a favor do regime, assim como parte das classes A e B, que temiam os revolucionários.

O debate é longo e muito legal. Amanhã tem mais, prometo. Mesmo assim não sinto falta alguma da ditadura.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Espionagem política de nossos dias


Quando se fala em espionagem vem logo na cabeça a imagem de James Bond. O histórico personagem da Ian Flemming habita o imaginário popular quando o assunto é fuçar os segredos alheios. Só que quando se trata de política, não é necessário ter aquele olhar fulminante e sedutor, habilidade com armas e força nas pernas para pular de explosões em sequência. Tudo bem que uma boa lábia e saber ser invisível são qualidades imprescindíveis.

O que quero dizer com isso é que a espionagem política existe e é utilizada frequentemente por ambos os lados - seja oposição ou situação - e está por aí. Conhecer bem as pessoas é fundamental. Reconhecer rostos, funções, histórias de vida e relações pessoais, familiares e até amorosas são armas que podem ser úteis ao bom espião político.

Seja discreto. Fale com pessoas, seja articulado, penetre no evento político - se for o caso - sem ser percebido, entretanto se mostre envolvido de alguma forma, membro do grupo para não chamar a atenção negativamente. Caso contrário será convidado a se retirar por seguranças fortões.

Em filmes de ação, quais as profissões mais frequentemente usadas pelos infiltrados: repórter e garçom. É fichinha, na lata. Não tem erro!! Bem, como você não tem estrutura para se infiltrar no buffet da solenidade trate de arranjar - ou falsificar - um crachá de alguma rádio dos confins do Judas ou de um site pouco conhecido. Vale também jornais de outros Estados, mas cuidado com o questionamento: "Mas o que vocês querem com as eleições daqui?" Fique atento e responda convincentemente.

O bom espião sabe filtrar informações e identifica no ato a hora de sair sem ser percebido. As informações conseguidas vão servir para construir estratégias de contraponto. O contra-ataque é feito com dados de encontros desta natureza, sem dúvida. Salvando, claro, informações de 'aliados' que acabam mudando de time com o jogo em andamento. Não é incomum, traidores em politica se encontram aos montes. Esteja preparado, mas cuidado com este tipo de informação, pois pode ser algo plantado com segundas, terceiras e até quartas intenções.

E ainda tem os dossiês que são feitos nas redações de jornais com um robusto clipping da vida pregressa do alvo. Agora com a quantidade enorme de sites noticiosos, esse aparato informativo negativo é um perigo.

Nessa vida louca o jornalismo já me levou a situações assim. Já me infiltrei em eventos políticos de adversários e até entrei em órgãos oficiais com falsas intenções, que não cabem aqui comentar. É uma adrenalina gostosa. Causa uma tensão é bem verdade, porém, não podemos perder o foco, é pegar a informação e sair de fininho. É uma das vantagens de ser 'invisível' e conhecer muita gente sem ser conhecido. O resto a experiência mostra....

Outra coisa, em tempos de celulares, smartphones, tablets, enfim. Tudo isso pode ser clonado e devidamente grampeado. Cuidado, eu mesmo tive que me desfazer de telefones após campanhas politicas. Muito cuidado.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Necessária e libertadora


A verdade é absoluta e incontestável. Ela aparece sem pedir licença. Não tem hora, dia ou local. Irrefutável, ela destrói vidas, planos, caminhos, mas corrige injustiças e dá aos justos a luz que cada um merece ter. Imprescindível! Vital para todos aqueles que vivem sob a luz da realidade e justiça. Não adianta tapar o sol com a peneira ou confiar no silêncio alheio; de um modo ou de outro, os fatos são comprovados, as mentiras caem e o imponderável se apresenta seco e duro. Ela ressuscita.

É através desta verdade, que contra ela não há argumentos, que conhecemos as pessoas sem máscaras, sem convenções sociais ou filtros. A tememos e muito. Ela não deixa esconder o segredo mais sórdido, a palavra não dita, o olhar desviado, aquilo que foi ocultado ou negado por infinitas vezes. As cortinas se abrem e ficamos nus.

Pode esperar. A dúvida mais profunda sempre vai se revelar, mentira ou não. Paciência, ela chega dos modos mais inesperados e improváveis, não tem jeito, gente. Não se escapa da justiça divina. A lâmina fria e inquebrável da verdade corta nossa carne sem olhar idade, crença, classe social ou condição financeira; não há sexo, profissão, ou tema que drible.

Ela não se debate, por mais que a antropologia afirme com todo o embasamento legal que cada etnia, cultura ou até mesmo pessoa, tem uma verdade sua. Nossa bagagem cultural realmente comprova isso. Para alguns povos africanos extirpar o hímen feminino é comum, apesar de violento e desumano. Poligamia é aceitável em culturas árabes. É a verdade deles e ponto final, sem arestas.

Mas quando tratamos de gente, pessoas, quando conhecemos realmente como elas são não há gueri-gueri. Imaginamos certas pessoas como anjos ou demônios. Fatos levam a rotularmos e assim criamos as imagens, personificamos nelas verdadeiras definições do bem ou do mal. "Fulano é do bem demais; Sicrano é o diabo em forma de gente"...são intermináveis os conceitos sobre A, B ou C, pois deles acumulamos experiências, histórias, convivências, depoimentos. Tudo contribui para a construção deste perfil. As fontes são importantes? Sim, verdadeiras ou não.

Ao nos depararmos com a verdade sobre estas pessoas ou nos chocamos ou apenas liberamos o "eu já sabia". Por mais doloroso que seja, a verdade vem como um bálsamo para aliviarmos, tira de nós um peso colossal da dúvida ou desconfiança. Revela-nos a face horrenda da mentira disfarçada de curta verdade, ou simplesmente nos dá o alento da verdade absoluta diante do que já achávamos sobre tal.

Por fim, a verdade sempre se faz necessária para recolhermos os caquinhos de nosso coração, enxugar nossas lágrimas, além de fazer-nos refletir sobre nossas futuras decisões e atitudes. Que venha a verdade. Dela quero beber e me inebriar não importa a que custo. Por favor, garçom, dois dedos de verdade com um pouco gelo, urgentemente.

terça-feira, 11 de março de 2014

Onde nasce a informação?


Quem pauta quem? Em um passado não muito distante, era nas ondas do rádio que o processo jornalístico começava. Era o rádio que pautava Deus e o mundo diminuto das redações. Ninguém saia de suas cadeiras nos jornais e emissoras de Televisão sem se sintonizar na produção radiofônica. A situação mudou um pouco.

O imediatismo do rádio ainda é inegável, nem se compara. Mas a velocidade em que os fatos acontecem ultrapassa o senso do supersônico. Os sites noticiosos se aproximam mais deste poder, porém no meu entendimento, já tomou esse trono. Os radialistas já bebem desta fonte. Lêem as notícias reproduzidas pelos sites numa boa, sem constrangimento algum. Alguns dão devidamente o crédito e prestigiam - ou lavam as mãos - pela informação reproduzida. Claro, por favor, ninguém toma do 'Ao Vivo' o ineditismo.

É bem mais fácil copiar do que criar, pensar, produzir. Nesta briga de titãs do jornalismo, os jornais e as emissoras de TV ficam realmente na rabeta da produção jornalística. Não são o nascedouro e sim a foz. Sem demérito. Podem até contar a história de modo mais claro e com mais artifícios.

Ah tá, a figura dos pauteiros/produtores. Eita que função ingrata! Eles pensam, imaginam como a informação pode chegar ao cidadão. Sou fã! Poucos lembram dos pauteiros, as vedetes são sempre os repórteres. É o nome deles que aparece no produto final. Alguns veículos de comunicação impressos dão nome e sobrenome dos produtores e até editores de texto, assim como acontece na TV. Ora, nada mais justo. Admiro quem pensa.

Durante quatro anos que passei por uma redação de impresso, três como editor de caderno de Política, fiz de um tudo para inverter esse papel. Criei no jornal uma fonte de pautas. Como eu lia diariamente os diários oficiais da Justiça comum e Eleitoral, como também do Tribunal de Contas e dos governo municipal e estadual perdi as contas de quantos casos noticiei, dando assim o tão almejado 'furo jornalístico'. Poucos percebiam, ou admitiam, essa vantagem da Tribuna aqui em Alagoas. Muitos torciam o nariz e pensavam até que era articulação minha com as assessorias. Tolice!!!

Pelo desconhecimento do mundo jurídico e também por preguiça, muitos colegas não gostam de ler os boletins judiciais, imaginem do Município ou Governo. Lamentável, pois ficamos a mercê de um jornalismo monótono e pouco prestativo, onde é reproduzido apenas o mais do mesmo e informações rápidas, sem apuração ou profundidade. Onde iremos chegar? Bem, seremos pautados apenas pelas assessorias. E o pior, ainda tem jornalista que se diz assessor e tem horário para ser assessor...ai ai ai ai.....eita jornalismozinho sem vergonha; porém, este é assunto para outro post.