segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Numa nice

Vamos ao diário de bordo da redação da Tribuna Independente. Hoje foi tão tranquilo que até estranhei. Das minhas quatro páginas diárias que tenho que "fechar", pelo menos uma estava fechada no fim de semana, onde tirei para fazer um material especial sobre o 13 de setembro de 1957. Onde a Assembleia Legislativa do Estado entrou para a história da política nacional de forma sangrenta e trágica. Naquela sexta-feira, 13, de setembro de 1957, os deputados votariam o único impeachment de um governador de Estado - Sebastião Muniz Falcão.

A sessão nem rolou, visto que nem se iniciou. Um tiroteio fez a bala vadiar no plenário da Casa de Tavares Bastos. Deputado Humberto Mendes foi morto e uma dezena de pessoas ficaram feridas.

Amanhã, a Tribuna Independente traz um material feito para lembrar a data. Que inclusive também escrevi em 2010, não na Tribuna, mas aqui neste blog.

Ah, e como assunto do dia...os desdobramentos da prisão da prefeita de Anadia, Sânia Tereza - acusada da morte do vereador da cidade, Luis Ferreira.

O tempo tá tão tranquilo que deu pra escrever este post pra vocês...abração.

Eita povo brabo

Sempre fui fã de literatura histórica e por esses dias preparando-me para fazer uma matéria sobre a história da bala em Alagoas, deparo-me com uma situação que é a nossa. Desde os tempos da morte do bispo Sardinha, comido vivo pelos índios Caetés, ali pelas bandas que hoje fica o município de Coruripe, Alagoas não é lá uma terra bem vista pelo resto do país. Somos temidos.

Dizem que os sobreviventes da revolta de Canudos, na Bahia, se refugiaram em Alagoas e por isso um sentimento de cisma, valentia e revolta sempre fez parte do instinto do sertanejo.

Tudo era resolvido ou na bala ou na ponta de uma faca. A fama ecoa pelo ímpeto nervoso e até intempestivo dos antigos representantes nacionais da política local: marechais Deodoro da Fonseca, e Floriano Peixoto, além de Fernando Collor. Todos eles têm um quê de brabeza a mais.

Outro representante do ímpeto alagoano é o folclórico deputado federal pelo Rio de Janeiro, Tenório Cavalcanti, o Homem da Capa Preta, que fez história na Baixada Fluminense. Tenório e sua 'lurdinha' eram famosos entre os bandidos cariocas do início da segunda metade do século XX - lurdinha era a sua metralhadora.

Famílias e mais famílias eram dizimadas na bala. Como os Malta, os Calheiros - de Flexeiras, os Pagão e os Oliveira, em Rio Largo, os Mendes, em Palmeira dos Índios, enfim e por aí outras. Até a própria Polícia se permitia a isso, pois a fama da polícia alagoana - que matou Virgulino Ferreira da Silva - é de ser brava e corajosa.

Lembramos ainda o coronel Cavalcante, o saudoso Marcos Capeta, bandido procurado pelos quatro cantos do Nordeste. Até a forma do mapa de Alagoas é em forma de uma pistola, putzz. Existia até uma tabela imposta pelo Sindicato do Crime: juiz custava Cr$ 1.000.000,00; matar um deputado ou um prefeito custava Cr$ 500.000,00; vereador e delegado custavam Cr$ 200.000,00; a cabeça de um líder sindical era Cr$ 90.000,00; um professor - pasmem - Cr$ 250.000,00; comerciante, Cr$ 50.000,00; já para assassinar um comandante da PM era avaliado em Cr$ 2.000.000,00; o mais caro era matar o secretário de Segurança Pública, Cr$ 3.000.000,00. Engraçado, não tinha cotação ou valor, matar jornalista,promotor ou advogado. Piada, né!!!!

O crime institucionalizado levou até a formação da Gangue Fardada. O jornalista da Velha Guarda, Zito Cabral, chegou a dizer que se fosse fincada uma cruz branca em cada lugar do Centro de Maceió onde tombou uma vítima de homicídios do Sindicato do Crime, "o Centro seria um cemitério. Ninguém andava".

Desde aqueles tempos, entre 1950 até 1970, os líderes políticos ameaçavam pedir intervenção federal na segurança pública alagoana. Assassinato de políticos, advogados, juristas, cidadãos de bem, não é algo novo para o cotidiano alagoano. Uma pena mesmo, pois somos um povo ordeiro, calma, acolhedor e altamente cortez, mas o paradoxo se forma ao sermos comparados com o Afeganistão, com países em guerra. Ou seja, o que vemos hoje, com ou sem Sindicato do Crime não é novidade. Infelizmente!

domingo, 11 de setembro de 2011

Naqueles dias


Essa semana que findou me lembrou de meus tempos na capital federal. O ex-ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social - MDS) esteve em Maceió e designei o repórter Victor Avner, mas infelizmente a organização não cumpriu com o acordado um dia antes. Uma pena, e em virtude do horário, tive que pedir que Victor retornasse à Redação para concluir seu trabalho. Imagine um redação de jornal em plena sexta-feira. A visão do inferno na terra.

Gostaria eu mesmo de ter entrevistado o ex-ministro. Certa vez, tive a oportunidade de conversar com ele, em seu gabinete em Brasília. Idos de 2009, quando passei por aquelas bandas. Simples, jeito pausado de falar, Patrus enquanto gestor em Minas Gerais, tinha aplicado a gestão participativa.

Naqueles dias ainda estava na assessoria de imprensa do governador tucano alagoano. E o papo com Patrus Ananias foi justamente após uma reunião com o governador Teotonio Vilela Filho. Diferentemente de outros ministros mais pomposos, Patrus sentou calmamente, cruzou as pernas e conversou de boa sobre um projeto de criação de galinhas caipiras em quintais de famílias de baixa renda. O projeto já era realidade em Goías, Tocantins e Ceará. O governo de Alagoas estava avaliando a importação do projeto. Não vingou pelo jeito.

Pelo jeito estava com sorte. No mesmo dia, o Vilela se encontra com o ministro da Educação, Fernando Haddad e ele só falou fazer kut-kut em mim. "Tão jovem já assessorando um governador. Boa sorte", cumprimentando-me o ministro. Gente boa!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Creia


Reze. Reze sempre. Ore para sempre. Reze, converse. Reze quando estiver com medo, quando estiver feliz também. Reze para agradecer. Reze mil vezes por segundo. Estabeleça uma relação com Deus, converse mesmo, dialogue. Papeie. Abra seu coração. Contemple sua graça. Ore!

Emocione-se. Transcreva suas iras, suas glórias. Chore. Libere-se. Peça. Agradeça. Reze. Ajoelhe-se. Infinitamente esteja com Deus no coração mesmo nos momentos menos impróprios. Respire. Sinta sua presença. Peça. Reze baixinho. Lentamente clame. Saiba a hora de parar, recomeçar, avançar e aceitar.

Encoraje-se. Ele estará contigo. Dobre os joelhos. ajoelhe-se, curve-se. A oração nos aproxima do Divino. As palavras repetidas como mantras nos elevam. Nos ajudam e nos confortam. Esses cânticos enobrecem nossa existência e nos ajudam a permear por tenebrosos dias, vales sombrios e noites traiçoeiras.

Reze. Eleja como rito a paz de espírito, o bem querer, a justiça, o equilíbrio, e a paz. A retidão, o caminho e a verdade serão aparesentados a nós naturalmente. Não segue a Deus? Que seja, não importa em o que você acredita, em quem você deposita sua fé. Sendo algo bom, tá ótimo. O que vale é seguir no caminho do bem, saudável, sem pisar em ninguém.

Medite. Entre em sintonia. Eleve seu espírito para algo maior. Seja altruísta. Andemos, não se preocupe apenas com seu corpo. Lembre-se da mente. Devote. Seja beato de si. Prefira ser canonizado pela paz de espírito, pelo amor e pelo equilíbrio. Conheça-se. Reveles-se. Aceite-se. Queira e seja feliz, mas reze. Pois só alcançamos a felicidades plena e quase divina, em paz e em equilíbrio conosco. Lembre-se disso.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#Fica a dica


De repente já deu uma em você uma vontade de viajar. Sumir. Sair por aí apenas. Pegar o carro, moto, avião, ou simplesmente um buzão e sair sem destino. Ser desconhecido. Conhecer gente nova. Descobrir, ser descoberto. Perceber. Admirar ou até levar admiração. Encher a vista com paisagens e gente que jamais pensou enxergar. Simplesmente se maravilhar.

É, isso é vital para nossas células. Regeneração não deve ser apenas celular e sim de alma, espírito e graça. Novas sensações fazem nosso corpo florescer, mudar, reagir e exalar novo aspecto. Vivemos disso, caso contrário, padecemos. Morremos mais depressa. Criamos e cultivamos dentro de nós um câncer que nos contamina e se alastra. Toma nosso corpo da doença de alma, ficamos opacos e sem graça. Chatos.

Não se entregue. Reaja. Não se engane. Mude-se. Conheça nem que seja uma outra parte da cidade. Converse com gente mais velha, sorria com eles, e com gente bem mais nova compare-se, dê gargalhadas com eles. Descubra o mundo, o velho e o novo. Permita-se abrir suas asas e grite em bom e alto som que você é o rei do mundo. Não há limites pra você, permita-se.

Quando você está em um lugar desconhecido, pode ser outra pessoa. Seja. Tente. Mude. Prove. Saboreie. Viaje nas delícias de ter e ser outro ou outra. Aproveite. Mas, por favor, não esqueça de voltar ao ponto de partida e reconhecer quem de fato você é. Até por que a realidade pode até sair de férias, mas ela volta. O segredo é fazer a realidade ser cada vez melhor, agradável e perene.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Me solidarizo aos colegas

Ser jornalista é uma loucura mesmo. E ser jornalista em Alagoas está virando profissão de risco. Recentemente dois profissionais de grande valia receberam recados diretos contra sua vida. Thiago Correia (Tv Pajuçara) foi ameaçado por fazer uma matéria especial que denunciava um golpe sobre seguro em maternidades. E Niviane Rodrigues (Gazeta de Alagoas) foi ameaçada em pleno Plenário da Assembleia Legislativa do Estado.

O Sindicato dos Jornalistas emitiu nota de apoio - só vi a nota em apoio à Niviane, porém a Emissora de Tv não deixa barato e certamente não vai abandonar o profissional.

O jornalista se arrisca para mostrar a verdade, acabar com injustiças, fazer utilidade pública, enfim. Somos parte integrante para a perpetuação da democracia, assim como para sua existência. Nós enfrentamos cara feia, mal humor, telefones desligados, distâncias, fome, suor, sol, chuva, tudo em busca da informação. E ainda tem galera que está disposto a matar, espancar, intimidar para impedir que a verdade seja exposta.

Não é de hoje que esse tipo de coisa acontece em Alagoas, muito menos no país. Jornalistas já entrevistaram sob a mira de um 38, cercado de jagunços, sob o zunir das balas. Não é pra qualquer um. Os tempos são outros, eu sei, mas o tempo dos coronéis parece que não passou por aqui.

P.S.: Até o PT quer regular a imprensa....vê se pode....

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O caminho era esse...


Nada como uma mesa de bar para desarmar ânimos, unir forças, relembrar momentos, curtir a companhia, ouvir conselhos. Pitacos nunca são demais, conselhos por assim dizer sempre serão bem vindos. Mas o post serve mesmo pra lembrar outra coisa.

Esta semana sentei-me na mesa de um bar pra pôr o papo em dia com um velho amigo. Lembramos de um passado recente, onde tudo era diversão. Paqueras, frustações, histórias e mais histórias, algumas que nem me lembrava mais ou nem sabia.

As longas esperas pelos professores, garotas que não valiam a pena. Aquelas que fazem a gente penar e na maior cara dura ainda riem da nossa cara. Se fiquei chateado com o papo, que nada, nós rimos é muito com essas lembranças.

Eram dias em que todas as salas do curso de comunicação interagiam. Casais se formavam diariamente, e se fragmentavam do mesmo modo. Sem dores, corações partidos - nem tanto - , ou desabores maiores. Pelo menos por parte de nós homens. Por que as garotas maximizavam suas derrotas e batalhas, dando dividendos até hoje. Tem ransos entre gente do Cos que rende até hoje.

Como era legal ir toda tarde lá longe na Ufal. Ir até o bloco 13, percorrer aquele corredor sem fim, sentir aquele ventinho que saia do lado vasado, ficar olhando pra caras dos professores, em sua maioria sem motivação ou tara de nos ensinar. Era uma lástima, mas a gente adorava. Eu mesmo curtia e muito.

Tive paixões, amores, cultivei amigos pro resto da vida e até hoje, não perdi nenhum, creio eu. Até por que quando encontramos um único amigo perdido daqueles tempos, a festa é a mesma.

Encontros em mesa de bar deveriam ser feitos com maior regularidade. Pro bem de nossa saúde mental.....