quarta-feira, 14 de julho de 2010

14 de julho, finalmente

Antigamente, eu acordava ouvindo a Xuxa cantando: "Parabéns, parabéns, hoje é seu dia que dia mais feliz, parabéns...". Era um alvoroço só. O sorriso pulava da boca e eu já pulava da cama para curtir cada segundo de meu dia.

Hoje, a ansiedade não foi diferente, só que sem Xuxa. Aguardo tudo de melhor para esse dia tão esperado. Sei que vou me emocionar, rir muito, e vou me decepcionar também, confesso. Massss, não importa....que venha mais um 14 de julho!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

De novo....


Com um horário um pouco mais vago por esses dias, começei a praticar o ócio. E nessa inércia, fiz uma limpeza em meu orkut. Tirei um monte de gente que nem fedia, nem cheirava, mas sem querer acabei viajando no tempo. Amigos que fizemos num passado distante, outros nem tanto. Mas que guardo o mesmo carinho até hoje.


Acho que é por isso que os cancerianos sentem a emoção em sua maior essência. Aproveitamos o sentimento de forma maiúscula. Foi inevitável ficar com o coração apertado. Emocionei-me sim. Sou mantega derretida mesmo. A saudade bateu.


Foram pessoas que em algum momento nessa vida ajudaram-me a sorrir, a chorar, a erguer a cabeça. A melancolia é forte por que entre novos e velhos parceiros, os momentos foram inesquecíveis, e não há como não relembrar cada passagem. Pô, e logo eu que tenho uma memória razoável...rsrsrs.


Sinto saudade, mas não por não curtir o presente. De maneira alguma. São momentos diferentes. Pessoas e situações distintas. Amo minha situação. Assim como tenho apreço ainda maior pelo meu passado. Meus interiores, viagens, amigos e dias infindáveis por aí a fora.


Outros haverão certamente, e a cada aniversário que se passe, espero sentir o mesmo sentimento gostoso. Não sinto dor, sinto apenas aquele aperto intenso, aquela lágrima que mareja o olhar, mas teima em cair. Não choramos apenas pela dor física, nem emocional. Choramos também pelo bem que proporcionamos a terceiros. E pelo que ainda podemos apresentar de bom pela frente. De certo que as lágrimas não são as melhores maneiras de demonstrar felicidade. Vai lá entender, gente...

sábado, 10 de julho de 2010

De repente 30?


Quando se é criança todo mundo quer logo crescer. Ficar grande pra poder fazer tudo. Ir aos lugares sem pedir a mãe ou pai. Dirigir. Chegar tarde. Festas, baladas, beber. Fazer tudo que pode e o que não pode. Quando conseguimos então as façanhas sonhadas na infância, chega a estabilidade e novos desejos tomam seu lugar. Vestibular, faculdade, trabalho, dinheiro, são alguns dos anseios que permeiam o campo dos sonhos de todos nós. Mas quando chegamos aos 30, o que queremos?

Certamente ao alcançar 30 anos, a mulher ou o homem, querem concretizar planos. Chegou a hora do 'vamo vê'. Acabou a fase melancólica dos sonhos, do planejar, é chegado o tempo de executar. Atingimos a maturidade e quando não realizamos nossos planejamentos infantis, ou juvenis, já batem as primeiras frustrações da vida adulta. É ruim e dói, como dói.

Sentimos que nosso corpo não é mais o mesmo. O fôlego demora. Mas sabemos os atalhos. A cabeça pensa melhor. Somos mais experientes. Mais vividos, ainda com a carinha de 20 e poucos. Porém, temos menos tempo. Temos que curtir mais, mesmo com uma pressão maior. A responsabilidade ganha mais um peso: a idade.

Com 30 anos ainda podemos apreciar a vida sob o olhar de um jovem, porém com as ideias de um trintão. Um querer mais apurado, um gosto mais refinado e direto. Sem firulas. Até por que, já passamos por muita historinha nessa vida e sabemos o meio e o fim de todas. Não existem mais surpresas. Entendemos de tudo um pouco. Nem vem pra cima da gente...somos vacinados.

Se os 30 assustam? Até que não. A idade vem carregada de misticismo. É mais uma passagem de fase. Assim como os 15 anos para as mulheres. É onde os homens viram de fato homens de verdade. Os barbados ganham finalmente as obrigações e definições de macho. Calma, gente sem preconceitos. É apenas modo de falar. É um rito de passagem, nada mais.

As comemorações são menos divertidas, mais sérias e comportadas. Não queremos perder mais tempo com futilidades. Queremos o prazer direto, sem lero-lero. Apenas aqueles que nos importam mesmo valem algo pra nós. Os 'nossos' têm preferência para estar conosco. Aquilo que nos faz bem, fica no primeiro lugar da fila.

Fora aos desconfiados, os inimigos, os conhecidos. Até por que, a essa altura da vida porque tê-los? Se tiver interesse na amizade de alguém, chame ela pra si e a conheça de verdade. Para os trintões, o tempo é vital. Cada vez mais entendemos que devemos dedicar nosso tempo ao que nos faz bem, mais jovens e úteis. Só assim permanecemos vivos e com menos idade.

É isso que queremos. Aos chegarmos aos 30 anos de idade, queríamos ter 17, 20, 25 anos. Desejamos ter um pouco a síndrome de Benjamim Button. Só um pouquinho, pois o corpo envelhece. O tempo passa. Mas não olhe pra trás, deixa o passado pra lá. O bom de completar 30 anos é que o futuro pode ainda nos reservar algo novo e bom. Como se acabaram as surpresas, a vida não se dá por vencida e sempre nos apronta algo.

Esperamos assim.....!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Como fazer uma festa?


Não é tão simples quanto parece. Se o fosse, não tinha gente ganhando muito din din por aí organizando a algazarra dos outros.


Antes de tudo você deve saber que tipo de festa você deseja fazer. Desde o mais despretencioso pega na rua, aquele que você tá em casa, assim sem fazer nada, vê um uisquinho dando vacilo, abre ele, pega um queijo, um somzinho ambiente, um parceiro passa na rua, já chega, enfim, por aí vai. Só nesse breve relato, você deve estar preparado com gelo, copo de uísque, prato descartável pra patroa não dar zuada pra lavar tarde da noite. Música legal. É um aparato, mas é verdade.

Vamos lá. Focando no tipo de festa que você queira. Veja o período, manhã, tarde ou noite. Pela manhã certamente a esbórnia entra por tarde a fora, mas dependendo dos companheiros, ela não chega a noite. Por outro lado, festa a noite, ela dificilmente amanhece o dia. Em ambos os casos, os heróis vão direto pra cama ou pro soro no hospital.
Festas matutinas você gasta mais. Tu és obrigado a fornecer um tiragosto que sustente bem, além logicamente de um almoço bem legal. O ideal é um churrasco, mas revezando com carne branca, linguiça, salsicha (com molho é legal), caldinhos, e petiscos prontos como salgadinhos, amendoins (comuns e japonês),frios diversos.

Já a noite, o cardápio deve ser mais leve pra não parecer festa de subúrbio. Salgados e frios é uma boa pedida. Tem gente que arrisca no churrasco também. Funciona se o churrasqueiro for ágil e bem preparado. Pois a carne esfria mais rapidamente. Se liguem: carne e linguiça enchem bem. Feijoada é uma legal. No supermercado já existem sacos prontos com os ingredientes. Vale a pena.


Outro detalhe fundamental. A lista de comes e bebes é diretamente ligada às pessoas que vão. Se for uma festa de solteirões, adolescentes, estudantes em geral....equilibre o número de homens e mulheres. Logicamente, como a proporção mundial favorece as donzelas, o camarada deve favorecer o sexo frágil. Óbvio.


Mulheres em sua maioria consomem menos que os homens. Tá certo que atualmente, elas estão sendo um páreo duro quando o assunto é bebida alcoólica. A proporção em média, é assim. Um homem que bebe regularmente, ingere por festa dez latinhas de cerva por festa. Mas aconselho trabalhar com garrafas, pois uma garrafa enche quatro copos de quatro pessoas. Sendo que uma latinha é tomada de assalto por um marmanjo apenas. É preju.


As nossas parceiras são muito chegadas a uma bebida quente, portanto não economize em vodkas, cachaças, sucos, açúcar, limão e gelo. Daí a criatividade delas é que conduz a cachaçada.
É importante. Varie nas bebidas. Ofereça cerveja, uísque, aguardente, refrigerante, tudo, só não veneno, mas você, por favor, não faça a burrice de misturar. Não, seu fígado não é totalflex. Sua ressaca no dia seguinte será gigantesca.

O som também é um fator primordial para o sucesso de sua farrinha. Se for pra azarar a mulherada, coloque um forrózinho pra dançar juntinho. Se não souber ou ela também não, besteira, finja que sabe e ofereça uma aula grátis. Assim você pode ter a única oportunidade de falar pertinho do ouvido dela e tentar um beijo no cangote, sem ser ousado. Um pagodezinho também surte o mesmo efeito. Arrisque.

No mais gente, a animação é que deve dar o tom da festa. Um grupo legal. Amigos e amigas, casais. Histórias pra recordar, risos e diversão a valer. Curtam que tipo de festa for, por que a vida em si já é uma celebração.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Repúdio total

Uma matéria do JC on line, de Pernambuco, causou indignação na mídia nordestina, e aos sãos de todo país. A matéria relatava a abertura de uma comunidade na rede de relacionamentos Orkut onde era fomentado o ódio aos nordestinos. E em um dos fóruns, os participantes da comunidade caçoavam da tragédia das chuvas nos estados de Pernambuco e Alagoas.

Isso é nojento, ridículo, insano, vergonhoso, para não dizer outras palavras de baixo tom. Em alguns posts, eles diziam que os 'cabeçudos' morreram por que não sabiam nadar. É muito absurdo.

O mais assustador é que o conteúdo altamente xenófobo ilustrava um temor de haver uma grande migração de desabrigados para os estados do Sudeste brasileiro. Quanta ignorância, meu pai.

Mais uma vez, o ser humano é capaz de patrocinar as mais disparantes atitudes. Desde o primeiro momento das chuvas destruindo cidades e vidas, o povo brasileiro, como um todo, tem contribuído com donativos e mensagens de solidariedade. Por outro lado, nefastamente pessoas acéfalas cometem impropérios de tal magnitude hostilizando os flagelados.

Caramba...o que seria do país sem os nordestinos. Sem sua força. Sem sua perseverança. Relesmente digo que quem construiu os arranhas-céus das grandes cidades brasileiras foi o suor de nordestinos. A pobreza, a violência, a favelização, elas não acontecem por culpa deles. A mazela existe em decorrência da péssima distribuição de renda brasileira. E certamente, o nordestino não tem nada com isso, aliás, até tem, ele é sempre o prejudicado.

Se existiu no passado, e ainda há uma caminhada em busca de sustento e oportunidades no Sudeste do país, aí são outros quinhentos. É sobrevivência. Se assim não o fosse. Todos ainda estaríamos na Mãe África. É todo um estudo geopolítico que poderíamos debater aqui.

Vim apenas apresentar meu repúdio e meu lamento por ainda existir gente assim. Tão ridículas quanto os nazistas de Hitler ou os fascitas de Mussollini. Parabéns povo brasileiro....parabéns

Pouquíssimos...


Roberto Carlos cantava que queria ter um milhão de amigos. Hoje, o Rei da MPB iria desejar algo maior. Seria bem como a Claudinha Leitte canta em seu novo hit “Famosa”. Um milhão se seguidores no Twitter já é um bom começo. Um, dois, três perfis no Orkut, Facebook, Flicker, o que tiver de rede de relacionamento seria um sucesso. Além é claro de um MSN infinito de ‘amigos’. Mas não, não vale a pena tudo isso.


Do que vale essa imensidão de gente, se ao desligar o computador você olha ao lado e necas? Ou até mesmo passeando por aí, indo a um bar, uma praia, um cinema, mais sozinho que órfão em Dias das Mães. Nada tem cor, né.

O que vale é que na realidade podemos contar de mesmo com apenas alguns poucos A-M-I-G-O-S. Eles cabendo nos dedos de sua mão, é um excelente sinal. Confiança fraternal e de sangue você só pode ter com poucos. Não esbanje sorrisos e tapinhas nas costas de meio mundo. Claro, um sorriso é sempre bem-vindo e é um sinal de cortesia e educação, que fique claro.

O que quero dizer é que nem todo mundo merece nosso carinho, nosso afago, nossa atenção. Aperto de mão firme, o sorriso de quando encontramos algo legal, uma presença que faz bem. Não, não. Não se iludam. O mundo é cão e as máscaras caem diariamente.

Por mais que ofereçamos nossos corações abertos e por situações, ingênuos, as surpresas acontecem. Elas pesam. Doem. Sangram. Chega dá aquela vontade de dar ‘o troco’, em vão. É inútil. Perda de tempo. Deixa que a própria vida se encarrega de fazer seu trabalho.

Cultive seus poucos, mas tenha a certeza que eles são seus. A gente sente isso. A sintonia é direta, limpa e positiva. Quando estamos longe, seja em distância ou em tempo, o sentimento, o respeito, o carinho, eles persistem. Jamais morrem. Prestem atenção.

Agradeça a Deus por você ter seus amigos fiéis ao seu lado. Aqueles que sempre estiveram contigo. Seja em que situação for. Os que enxugaram suas lágrimas. Que te apoiaram nas dúvidas. Vá por eliminação. Eles vão aparecer.

Amigos de copo, de momento, de interesse, surgem aos montes. Os filtre. Queira o melhor pra você. Seja exigente. Escolha realmente, a família que você desejar, pois é o que eles são. Nem Roberto Carlos, nem Claudinha, prefiro meus poucos amigos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Une, dune, tê

Entre gritinhos e dando um verdadeiro drible na lotação do cinema, consegui assistir mais um capítulo da saga Crespúsculo: Eclipse. O filme segue o típico enredo dos filmes que agradam a molecada. Promessas insanas e românticas. Os sonhos que você pensava em ter e realizar, o público vê na tela.

A até então trilogia Crepúsculo chega ao seu terceiro filme com o romance entre Edward, Bela e Jacob. A obra de Stephenie Meyer promete ainda mais dois filmes, onde o último livro Amanhecer, será dividido em dois longas. Até Drew Barrymore foi sondada para dirigir Lua Nova – ela não sabe o que perdeu.

A cada palavra melosa que saia da boca do vampirinho era aquele “Aaaaaahhhhhhhhhhhhh” na sessão. O negócio piorava quando a Bela se emputecia com moleza do Edward, e então ela corria para as garras do lobinho. Nunca aquela música baiana caiu tão bem: “Eu sou o lobo mau, au, au, au....vou te comer, vou te comer....”, o resto vocês devem saber.

O roteiro em si não tem lá muita surpresa, chega a ser lógico. Porém, vale o ingresso pra conferir como vai terminar essa novela de quem vai ficar com moçoila. É briga pelo coração (ou diria pescoço) desde a primeira cena do primeiro filme, até a disputa velada entre os marmanjos do filme atual. Em Eclipse, a pendenga se acirra e ganha ares de comédia. Muito bom.

“Quero ficar com você pro resto da minha vida...”, “Não penso nas conseqüências....”, os diálogos eram bem juvenis mesmo. Tudo aquilo que a juventude deseja e pensa. A eternidade está aí pra eles. Até por que estamos falando de vampiros e lobisomens, o que você queria?

Apesar da obviedade, o filme é recordista mundial de bilheteria, apenas na estreia. E no último domingo, quando fui assistir, aff...só vi lotação semelhante, em Titanic ou Avatar. Resta aguardar o próximo capítulo da saga. Que venha...