domingo, 13 de dezembro de 2009

Amigo Secreto, o que dar?


Quando chega dezembro, além das confraternizações de fim de ano, é chegado também o momento de ir às compras. É neste período do ano que fica mais fatídico sair de casa. Mas nosso compromisso nos centros de comércio é um martírio quando temos uma missão ainda mais tortuosa.


Como se não bastasse enfrentar filas nos caixas, ficar procurando vaga em estacionamento, e encarar ainda as sedentas multidões nos shoppings, nós rodamos meio mundo em busca do tão famigerado presente do amigo secreto.

Comprar presente para nós mesmos é fichinha, é óbvio; para mulher, mãe, pai, filho, é beleza. Mas para terceiros, por mais que conheçamos, é uma via crucius. Todo mundo tem lá suas dicas e mandingas para fazer bonito no amigo secreto.

Tipo, dar livro, CD, DVD, dizem que é tampa. Na maioria das vezes o povo acerta o gosto musical de seu amigo. Mas não se ponha na situação de presentear um roqueiro com um CD da Calypso.

Se for tentar ser ousado e comprar roupa para seu sorteado, é necessário prudência. Número da blusa, calça, calçado, é o básico, aaaahhhh, e nestes casos, o aconselhável é ser básico também. Nada de cores espalhafatosas, plumas e paetês. Cores primárias é a pedida mais sensata.

Agora, nem pense em dar perfume ou outras espécies de presentes que representem duplo sentido. Assim você estaria chamando o camarada de mal cheiroso. Já pensou? Rssrsrsrsrs

Agenda? Só para quem curte mesmo, os organizados e certinhos. No mais, muitos eventos põem lista de presentes para não ter erro. Assim é lata! Mas tira um pouco da graça, né.

De todo modo, o erro no amigo secreto promove aquela saia justa, mas com bom humor tudo fica em casa e dá muito bem pra se sair elegantemente. Mas a gafe maior, creio eu, é não levar presente, ou mesmo comprar presente e só ir pra festa e conferir o que ganhou.

O que vale mesmo é brindar com os amigos e comemorar mais um ano juntos. O presente é tê-los para comemorar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dias e dias de festa


Chegou dezembro e chegou, chegando, como se diz. É o mês mais curto do ano, mesmo com um fevereiro em comparação, dezembro é ligeiro pela quantidade de comemorações, confraternização e demais encontros etílicos que inventam no derradeiro mês do ano.

É tanta festa que falta dia para tantos eventos. Desdobrar-se para comparecer e não ficar feio com ninguém é uma ginástica desafiadora. Quando se vai a todos, o cara é o maior festeiro e arroz de festa da galera; quando ele é ausente, o coitado é metido. Vai entender esse povo.

Seja no meio da semana ou fim de semana, a agenda lotada, os bares, restaurantes, chácaras e afins expremem o povo em suas dependências para servir de palco ao amigo secreto das turmas e bebedeiras homéricas. É turma de colégio, faculdade, da rua, da empresa, do setor, do prédio, todo mundo se senta para falar do que já passou, e o que vem pela frente. Abraços, lágrimas, bebuns, juras de amor eterno, brigas, reconciliações, tem de tudo. O importante é estar junto.

A maratona já começou para algumas categorias e este fim de semana segue mais uma etapa das confraternizações que pipocam por aí a fora. Brindemos então à vida e ao ano que está indo embora. Ah, e que venha 2010.

Fim de linha


Dizem que um tigre perto de morrer se torna ainda mais perigoso e feroz. Um político que reconhece sua decadência e assiste sua queda profissional vive a mesma situação. A morte para um político é sem dúvida alguma o ostracismo e o isolamento. Ninguém o procura, é triste, introspectivo e solitário. Posto que não há mais nada a dar a terceiros.

Aqui em Alagoas, como deve ser também por aí, velhas raposas políticas estão vivendo esse tipo de situação e outros se aproximando dela. Um determinado ex-governador, no auge de seu poder tinha tamanha impáfia, que nem recebia seus líderes e gestores municipais.Criou uma ilha ao redor do palácio.

O então governador afastou deste estado tão sofrido as empresas e os investimentos que tantos alagoanos mendigam. Contemporâneo deste ‘líder’, um coronelzinho sugira na região do Agreste alagoano. Com fama de bravo, lendas e fábulas dão conta que a lista de atrocidades e homicídios do então político ‘chibateiro’ é extensa e diversificada.

Falam as más línguas que até espancou o pai ao suspeitar que ele tinha batido em sua genitora. Em sua região, reina como um ditador pleno e sanguinário, a chibatadas e pisas dadas a torta e a direita, ele impõe sua vontade. Esse reizinho periodicamente em seus discursos ainda tem a capacidade de invocar as bênçãos do Espírito Santo. É muita blasfêmia.

Tal político conseguiu expandir seu poderio ao se eleger como legislador estadual. Alguns falam que chefiou gangue, desviou dinheiro, mandou matar fulano, beltrano e sicrano. É o poder em pessoa. Nada nem ninguém estava acima dele.

Entretanto, seus desmandos começam a minar sua própria carreira. Para o bem do povo alagoano, o famigerado está se sentindo acuado, pois está perdendo aquele prestígio de outrora. A intimidação de antes está dando espaço aos devaneios e à loucura. É assim, como um tigre que se sente ameaçado, o tal político presente seu fim político. E para felicidade alheia deve ser breve.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mestre Lula

Dizem que morrer dormindo é a melhor das mortes. Se é que há uma morte boa. E foi desse modo que deu adeus à vida um grande amigo, mentor, exemplo e companheiro, inicialmente de meu pai, mas por tabela, tornou-se muito próximo a mim durante minha adolescência.

Luiz Gonzaga Marques da Silva. Para muitos que possam ler essas palavras, deve soar apenas como um nome ao léu, mas para mim representa um cidadão culto, honesto e sui generis. Lula, como era conhecido, cresceu com meu pai na minha velha Satuba. Ele foi jogador profissional do CSA e conseguiu se formar em Agronomia pela Ufal, paralelamente.

Como mais velho entre seis irmãos, ajudou o patriarca Antonio – seu pai – a criar o resto da prole. Educou com lições de moral, retidão e honestidade. Até hoje sua palavra era lei e seguida cegamente pela família.

O conhecia desde que me entendo por gente, e sempre nas comemorações de amigos e familiares, Lula vinha com seu excelente gosto musical e serestas românticas inesquecíveis. Ateu por opção, a religião era um tema que não tocava. Política e futebol, ele era mais flexível. Homem forte e sereno, Lula sempre me incentivava a seguir na vida com leitura e probidade.

Até como esportista, ele queria que eu fosse atuar em seu clube na cidade, o mais tradicional de Satuba, o América. Aos 15 anos, eu era a revelação do torneio da cidade, e foi num baile municipal que ele comprou meu passe, imaginem só. E já um pouco mais velho, com uns 17, eu titular da lateral esquerda num clássico, eu cometo a besteira de fazer uma falta próximo a área e ser expulso, quando ele era o zagueiro que me cobria na jogada.

Esperei uma bronca homérica, até por que ele tinha moral e respaldo pra fazê-lo. Ele com a sabedoria e a paciência de um monge, bateu em meu ombro e viu em meu olhar o sinal da decepção comigo mesmo, ele então disse, que estava tudo bem. “É a vida Edu, deixa pra lá, você fez o melhor”, abrandou.

Lula deixou o exemplo de que correr não apressa a vida, não ajuda. A conversa franca, aberta e consciente era sua arma fatal para resolver os problemas sejam familiares ou de amigos.

Fica aqui seu legado. Lá do céu imagino sua voz rouca e seu andar manso, como era alto, ele chegou longe, muito além do que um jovem boiadeiro, estudante e jogador profissional poderia alcançar. E ele foi. Saudades, grande mestre Lula, saudades.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Virou moda mesmo!


Depois do esfuziante sucesso da saga juvenil vampiresca de Crespúsculo, e agora Lua Nova, é a vez de Johnny Deep pôr presas. O eterno capitão Jack Sparrow será o vampirão Barnabas Collins - personagem inspirado na novela americana Dark Shaddows, sucesso da televisão norte-americana nos anos 60.

O filme será dirigido pelo maluquinho, mas brilhante, Tim Burton. Ator e diretor vão repetir a dobradinha de produções como Noiva Cadáver, Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates, e Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da Rua Fleet.

A parceria de Burton e Deep rende sempre filmes sombrios, negros e escuros. Abordando temas macabros, a dupla também está em fase de produção do remake de Alice no País das Maravilhas. Imagine o que sairá dessa dupla. Deep será o coelho companheiro de Alice.

Workaholic com ressalvas


Como você pode imaginar um workaholic em férias. É uma situação conflituosa, o sujeito que é viciado em trabalho, no mínimo, deve ser amarrado no pé da mesa para não trabalhar durante seus merecidos dias de trabalho.

Admito que sou lá um workaholic bem comportado, mesmo longe de minhas funções diárias de jornalista, fico com um pensamento na redação. Preocupação não, mas apenas apreensão, secura mesmo de fazer matéria. Ainda viajei por aí com minha companheira, curti bem e descansei legal. Recarreguei energias e organizei as idéias.

Mas como todo fissurado em trabalho, não vejo a hora de retornar à minha bancada e escrever, editar, sentir aquele cheiro de jornal tão peculiar. Segundo dizem, as pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, nesta última década a aparição desta espécie se acentuou motivada pela alta competitividade, necessidade de sobrevivência ou ainda alguma necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo.
Confesso que sou meio assim, mas o tempo me fez superar essa de provar algo a alguém. Trabalho por que amo o que faço, mas jamais vou deixar de lado minha mulher ou meus futuros filhos. Nunca. Aí já é demais.

Retorno ao serviço nesta segunda-feira, 14, antes de meu prazo oficial, que seria apenas dia 23. Estou de molho, de fato, meu punho está dodói, mas tô tranquilo. Fico estes dias em casa para assistir uns DVDs e ficar sem fazer nada. Algo inadmissível para um workaholic, mas diante das circunstâncias levo a entender que não sou um louco por trabalho, gosto dele, flerto com a ocupação. Mas ele não me tem......

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Salto alto no futebol


Um post de uma grande amiga minha me lembrou de um fato que presenciei em Maragogi, litoral Norte de Alagoas. A presença e o interesse da mulher no futebol é algo altamente salutar. Entender e praticá-lo com excelência é outra coisa. Brincadeirinha!!! É sobre este tipo de preconceito que venho falar.

Andando pela praia, vi uma cena que jamais tinha presenciado. Fim de tarde na praia é comum você ver garotos e garotas jogando futebol juntos...juntos? Jamais...e me surpreendi quando vi. Eram pelo menos três meninas disputando a bola entre os marmanjos. E em pé de igualdade. As garotas eram feras, driblavam, desarmavam, fazia gols, tinha até uma de saia. Muito legal.
Não se a cena foi inspirada pela atuação da alagoana Marta, mas fiquei muito feliz com a cena. Mostra que mais um tabu está no chão. Esporte é para todos, e por que não o futebol? Estamos falando do esporte mais praticado no mundo, amado e ovacionado por bilhões de pessoas.

Facilitar o entendimento do esporte mais popular do mundo é algo que acontece aos poucos. É muita tradição em jogo, além de muito dinheiro é claro. Quem se interessa entende e gosta, vicia. O futebol não é apenas para machões barbados, brucutus e sem inteligência. Nunca.

Futebol é esporte de inteligência, colocar uma bola onde você quer não é para qualquer um. Criar estratégias para anular a atuação de jogadores, muito menos. A magia do futebol é algo hipnotizante. Ele bem jogado, a elasticidade, os dribles, enfim. Fica difícil pra mim descrever tamanha paixão. Já fui contaminado na infância.

A presença de mulheres em campo e nas arquibancadas é extremamente positiva e importante. Não apenas para embelezar o espetáculo, mas para reforçar e incentivar a prática de esporte das mais diversas maneiras possíveis.
Voltando à Maragogi, uma das meninas me surpreendeu, pois a camarada além de ter roubado a bola do carinha, deu um ‘banho’ no sujeito e ainda fez o gol. É o talento brasileiro que não escolhe fronteiras. É bom, é lindo, é para todos.

Quem não gosta? Enfim, uma pena...perde mais uma emoção que a vida pode proporcionar.